‘Financial Times’ critica corrupção na Petrobras e a apatia do eleitor brasileiro

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timDuas reportagens publicadas no jornal britânico Financial Times, chamam atenção para a corrupção na Petrobras e para a “apatia alegre” dos eleitores brasileiros.

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A primeira, intitulada “Petrobras do Brasil: marcada pela corrupção”, foi publicada no último domingo, 10, e cita a participação do doleiro Alberto Youssef “no maior escândalo de corrupção do Brasil”. Segundo o texto, após anos agindo sigilosamente, Alberto Youssef e o ex-presidente da estatal, Paulo Roberto Costa, cometeram “um erro descuidado” que trouxe o escândalo à tona.

Youssef e Costa, colocaram os nomes juntos em um documento relativo à compra de um Range Rover. O carro foi dado a Costa como um presente de Youssef. “Os promotores alegam que a medida mais ampla de corrupção que afeta Petrobras, incluindo subornos e doações políticas desleais, ascende a mais de R $ 1 bilhão em contratos inflacionados”, diz o jornal.

A reportagem diz que o escândalo teve um forte impacto no país. “Os brasileiros estão chocados com as acusações de que criminosos se infiltraram na maior empresa do país, um ícone global e pioneira em exploração em águas profundas”, diz o jornal.

Diante da estagnação, eleitores felizes

Em outra reportagem, publicada nesta segunda-feira, 11, o Financial Times critica a apatia do eleitor brasileiro frente à estagnação da economia. Intitulada “Crescimento brasileiro: afundado na lama, mas os eleitores estão felizes”, a reportagem cita a 11ª redução consecutiva da previsão do PIB brasileiro para este ano, atualmente em 0,81%.

“Os eleitores, porém, não parecem incomodados. Uma pesquisa recente feita pelo Ibope mostrou que a aprovação do governo Dilma subiu. Se as eleições fossem este mês, Dilma teria grandes chances de ser eleita em primeiro turno”, diz o texto.

Segundo o jornal, os ativos no Brasil sobem ou descem de forma inversamente proporcional à posição de Dilma nas pesquisas. “Isso mostra que, para os investidores, uma má notícia para Dilma é uma boa notícia para a economia do país. Os investidores acreditam que a vitória da oposição beneficiaria o mercado nacional e estimularia políticas de crescimento. Porém, esse pensamento ainda não entrou na cabeça dos eleitores”, diz o jornal, que citou o polêmico caso da análise do Santander como exemplo.

 

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