Fim da reeleição causa mal-estar entre lideranças do PSDB

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timthuO PSDB apoia projetos na Câmara como o fim da reeleição e a flexibilização do fator previdenciário. No entanto, isto causou uma saia-justa entre as lideranças no partido.

Na última terça-feira, 2, o ex-deputado Arnaldo Madeira, que foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso na Câmara, disse que o PSDB tem adotado posturas contraditórias com sua história. “Como você explica que há 18 anos apoiou a reeleição e agora, sem que o assunto estivesse na ordem do dia, você acaba com ela? Não vi ninguém fazer um estudo técnico para mostrar as vantagens e desvantagens, nem debater. É sempre o senso comum. Esse negócio da reeleição é uma demanda dos políticos que estão preocupados com seu próprio destino político. Isso vale para o PSDB e os outros partidos. Não vi ninguém na rua com cartazes pedindo o fim da reeleição”, disse.

A reeleição para cargos do executivo foi aprovada por emenda constitucional durante o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O ex-governador de São Paulo e vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, enviou a integrantes da direção partidária, na semana passada, uma carta expondo preocupações com a falta de debate interno sobre questões nacionais. Um dos episódios que o deixou inconformado foi a postura da bancada tucana na votação do distritão na Câmara.

Outro tema que pôs em campos opostos tucanos mais antigos e os atuais dirigentes foi a aprovação da flexibilização do fator previdenciário com ajuda do partido. “Acabar com o fator sem colocar nada à altura no lugar é irresponsabilidade. Não vejo que a situação da previdência tenha melhorado para justificar essa mudança. Está difícil de entender o partido”, disse Arnaldo Madeira.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que presidiu o partido, disse que o PSDB não é “totalitário” e que ele, por exemplo, é a favor da reeleição. O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), por sua vez, também se disse a favor e negou mal-estar no partido.

 

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