Fim da era de pesquisas com chimpanzés nos EUA

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chimpanzee-e1447954866229Na última quarta-feira, 18, o diretor do NHI (órgão do Departamento americano de Saúde e Serviços Humanos) Francis Collins anunciou que 50 chimpanzés mantidos pelo governo para pesquisa médica vão ser mandados para santuários. Uma vez que eles estão em um santuário, os chimpanzés não podem ser transferidos de volta para a pesquisa médica. Sua decisão veio mais de dois anos depois que o NHI decidiu liberar mais de 300 chimpanzés de instalações de pesquisas ao redor do mundo e reinstalá-los em condições mais “humanas”. A partir de agora, os pesquisadores vão precisar de uma permissão do Fish and Wildlife Service (agência do Departamento americano do Interior, com a missão de proteger e conservar animais e plantas) para utilizar um animal em extinção para pesquisa.

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“É hora de reconhecer que não há mais justificativa para que 50 chimpanzés continuem a disposição para pesquisas biomédicas invasivas”, Collins escrever aos administradores do NHI, de acordo com um e-mail enviado por seu porta-voz.

A NHI começou o abandono progressivo do uso de chimpanzés em pesquisas antes de 2013. Naquela época, ele chamou a decisão de um marco, dizendo que os chimpanzés são “animais especiais, nossos parentes mais próximos”.

A decisão do NHI em 2013 foi o resultado da pressão dos ativistas, tais como a Humane Society e o Instituto Jane Goodall. Sua pressão constante ajudou a persuadir o Fish and Wildlife Service de listar os chimpanzés em cativeiro como espécies ameaçadas de extinção.

Em dois anos, NHI recebeu apenas um único pedido de utilização de um dos seus chimpanzés para a pesquisa, e que foi retirada, disse John Pippin, diretor de assuntos acadêmicos do Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável.

“A pesquisa com chimpanzé tinha basicamente parado”, disse Pippin. “Qualquer um que queira usá-los terá que passar pelo Fish and Wildlife Service, mas eles não terão o financiamento do NHI, que é da onde vem a maior parte de todo o financiamento de pesquisa.”

 

Fonte: Opinião&Notícia

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