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FIFA teria recebido propina para eleger Catar como sede da Copa de 2022

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Documentos divulgados no último domingo, 1, pelo jornal britânico Sunday Times acusam a FIFA de receber propina para escolher o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Leia mais: ‘New York Times’ levanta suspeita sobre manipulação de jogos da Copa

De acordo com um relatório de 11 páginas obtido pelo jornal, o ex-representante do Catar na FIFA, Mohamed Bin Hammam, teria pago US$ 5 milhões a membros da entidade em troca de apoio à candidatura do pais um ano antes da escolha, em dezembro de 2010.

Bin Hammam foi banido do comitê executivo da FIFA em 2011, quando se envolveu em um escândalo de corrupção durante sua campanha à presidência da entidade.

Segundo a denúncia, as propinas teriam sido pagas a membros da FIFA na África e na Oceania. Bin Hamman também teria subornado Reynald Temarii e Jack Warner, respectivamente ex-membros do Comitê Executivo da FIFA para a Oceania, e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

O comitê esportivo do Catar para a Copa nega as denúncias e diz que “a escolha do Catar como sede foi baseada em um alto padrão de ética e integridade”.

A escolha do Catar vem sendo criticada por conta das condições climáticas inadequadas para o evento. Se for confirmada a denúncia de suborno, o país, a FIFA terá de realizar uma nova eleição para sede do mundial de 2022.

Atualmente, uma comissão interna da FIFA está investigando as denúncias de corrupção na entidade. No último fim de semana, o jornal New York Times teve acesso a documentos que mostram que algumas partidas realizadas na Copa de 2010, na África do Sul, tiveram os resultados manipulados.

 

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