Fernando Henrique não participará ativamente da campanha do 2º turno

Fonte: votebrasil.com

“Eu decidi ser o oposto do presidente Lula”, afirmou, após proferir palestra na inauguração do Auditório Moise Safra, do Hospital Albert Einstein.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que pretende manter sua posição de não participar ativamente de campanhas eleitorais, apesar da ida do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para o segundo turno.

“Eu decidi ser o oposto do presidente Lula”, afirmou, após proferir palestra na inauguração do Auditório Moise Safra, do Hospital Albert Einstein.

FHC reiterou que não considera “próprio” um presidente assumir esse tipo de engajamento durante uma disputa eleitoral. “Ele (Lula) está o dia inteiro querendo esmagar o adversário”, criticou. “Tenho minha torcida, mas não fico tentando chutar em gol, não”.

O ex-presidente afirmou que, desde que deixou a Presidência, não participa diretamente de campanhas e refutou avaliações de que está sendo escondido por tucanos. Ele comemorou o resultado de ontem.

“Acho que as eleições tiveram um resultado bom, que permite que cada um volte a pensar”, afirmou, referindo-se à realização de segundo turno entre Serra e a petista Dilma Rousseff. “O pior que pode acontecer ao País é ter um só lado ganhando tudo, e não foi o que aconteceu”.

Para FHC, a realização de segundo turno para a eleição presidencial é uma demonstração clara de que a democracia no País está funcionando. “É sempre bom ter uma nova chance de repensar”, afirmou.

O ex-presidente considerou expressiva a votação que Serra obteve no primeiro turno – 33.132.282 de votos, ou 32,61% dos votos válidos. “Foi um resultado que me agradou”, afirmou.

FHC disse também que a disputa de um segundo turno não o surpreendeu. “Escrevi um artigo antes dizendo exatamente isso”, lembrou. O artigo foi publicado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele escreveu no texto, “a tentativa plebiscitária do ”nós bons versus eles maus” não colou, a menos que se condene metade do País ao infortúnio de uma qualificação negativa perpétua”.

ANNE WARTH – Agência Estado

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