Fernando Henrique chama Dilma de fantoche

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O ex-presidente avalia que a candidata do PT “não tem liderança própria, está sempre grudada no presidente”. Ele declarou, ainda. “Eu espero, pelo bem dela, que ela consiga.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse há pouco, após votar no colégio Sion, em Higienópolis, zona central de São Paulo, que o Brasil precisa de “políticos reais”.

Ao responder a uma indagação de jornalistas sobre a possibilidade de transferência massiva de votos do presidente Lula para a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, FHC a chamou de fantoche. “Se fosse transferência, ela (Dilma) teria 80% (de votos)”, declarou o ex-presidente, em alusão ao índice de aprovação do governo Lula, segundo institutos de pesquisa.

“Há alguma transferência, sem duvida que houve transferência de voto. Mas precisa ver se isto é suficiente. A despeito da aprovação do presidente Lula, a candidata não conseguiu a mesma coisa”.

Para FHC, “o importante não é ter transferência de voto, é ter vontade política própria, capacidade de liderança”. O ex-presidente foi enfático: “a minha objeção é isso, tem que ter políticos reais e não fantoches”.

FHC, caminhando para casa após votar, voltou a falar sobre a expectativa em torno de Dilma. “Vamos ver agora como é que vai se desempenhar a ministra Dilma, ganhe ou perca (a eleição). Quem sabe ela se torne alguma coisa por ela própria, ganhando ou perdendo.

Vamos esperar. Tomara que se torne alguma coisa por ela própria”. O ex-presidente avalia que a candidata do PT “não tem liderança própria, está sempre grudada no presidente”. Ele declarou, ainda. “Eu espero, pelo bem dela, que ela consiga.”

Quando chegou ao Sion para votar, FHC ouviu algumas provocações de eleitores. “Presidente, não esquece de avisar o Serra para colocar o pijama segunda-feira”, gritou um rapaz. Outro o chamou de fascista. FHC não respondeu. Aos repórteres, dirigiu criticas a Lula.

“Não é fácil o rolo compressor do governo . Nunca houve igual na história da República. Como o Lula gosta de dizer, nunca antes nesse país. Nunca neste país nenhum presidente fez tanta pressão para ganhar uma eleição, e não obstante, está aí gemendo, chorando, vendo se vai, não vai.”

FHC atribuiu a Lula “comportamento de chefe de facção”. Ele disse: “Claro, o que é chefe de facção? O presidente representa o país, ele tem um partido. Ele pode e deve expressar o seu partido, mas não pode se transformar em um instrumento de pressão contra o outro (partido) que é o seu adversário e transformá-lo em inimigo, falar em eliminar o inimigo. Não pode. Você deixa de ser chefe da nação para ser chefe de um pedaço. Facção é um pedaço.”

Fausto Macedo, de O Estado de São Paulo

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