Feliciano sai em defesa de Levy Fidélix: “Vivemos a ditadura gay”

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Marco-Feliciano-Fidélix_pqnO deputado-federal Marco Feliciano (PSC-SP) saiu em defesa do ex-candidato à presidência da república Levy Fidélix (PRTB-SP), condenado a pagar R$ 1 milhão por declarações homofóbicas na semana passada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo o parlamentar, a condenação é fruto de uma “ditadura gay” e abre um precedente perigoso. Para Feliciano, se o crime de homofobia for tipificado no código penal “pastores e padres não poderão mais pregar em seus púlpitos o que a Bíblia diz ser pecado”.

Em debate promovido no dia 28 de setembro pela TV Record, Levy disse que “dois iguais não fazem filho” e “aparelho excretor não reproduz” ao ser questionado pela candidata Luciana Genro (Psol) sobre sua posição em relação à violência contra homossexuais. O então candidato defendeu que homossexuais recebam atendimento psicológico e afetivo “bem longe”. Ele também associou a homossexualidade à pedofilia. As declarações causaram forte reação na época e deflagraram manifestações, como “beijaço” gay na Avenida Paulista, representações na Justiça e campanhas contra o presidenciável nas redes sociais. A decisão do TJ-SP contra Fidélix, em primeira instância, ainda cabe recurso.

Na noite desta segunda-feira (16), Feliciano afirmou que Fidélix foi processado por “expressar seus pensamentos”. “Levy Fidélix, foi processado e condenado a pagar uma multa de 1 milhão de reais por expressar seus pensamentos, ainda cabe recurso, e vou torcer para que ele seja inocentado em outra instância”, disse. “Vivemos a ditadura gay, venho falando sobre ela desde 2011. Sem haver no código penal o crime por homofobia, Levy foi condenado, imaginem se homofobia estivesse tipificada no código penal… Pastores e padres não poderão mais pregar em seus púlpitos o que a Bíblia diz ser pecado”, afirmou Feliciano.

“Se Levy Fidélix for condenado em todas as instâncias, criar-se-a a jurisprudência sem que haja necessidade da lei aprovada. Assim como foi no caso da união estável e civil entre pessoas do mesmo sexo”, declarou o parlamentar.

 

Fonte: Congresso em Foco

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