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FBI investiga ‘insider trading’ na Heinz, comprada por fundo brasileiro

O FBI está investigando o possível uso de informação privilegiada (crime conhecido nos EUA como insider trading) em negociações das ações da Heinz, fabricante de condimentos adquirida na semana passada pelo fundo de investimento brasileiro 3G Capital, que tem entre os sócios Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da AmBev, e pelo investidor americano Warren Buffet.

Na última sexta-feira, 15, o Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro americano, entrou com uma ação para congelar os ativos de uma conta de investimento da Goldman Sachs na Suíça, onde teria ocorrido uma movimentação suspeita de ações da Heinz no dia anterior ao anúncio da compra, por US$ 23 bilhões, da fabricante de alimentos. Nesta terça-feira, 19, o FBI anunciou que entraria na investigação.

Para a SEC, o tamanho das transações de “opção de compra” (que garantem a oportunidade de adquirir um determinado número de ações por um preço predeterminado, em prazo preestabelecido), ocorridas na véspera da aquisição da Heinz, é “altamente suspeito”, já que a conta não havia movimentado ativos da Heinz nos últimos seis meses. As negociações teriam rendido mais de US$ 1,7 milhão em lucros aos operadores porque os papéis da Heinz subiram 19,9% no dia do anúncio do negócio.

A ação movida pela SEC marcou a segunda vez em seis meses que reguladores suspeitam de  insider trading em um negócio envolvendo a 3G Capital. O primeiro incidente ocorreu em setembro passado, e envolveu um operador da bolsa que teria passado informações privilegiadas relacionadas à compra do Burger King pela 3G, em 2010.

Fonte: opiniaoenotícia.com.br

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