Fazenda não comenta sobre nomes cogitados para substituir Mantega

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161116foto1Após a reeleição de Dilma Rousseff, o mercado está ansioso para conhecer o indicado da presidente para substituir o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Vários nomes são cogitados, entre eles o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, o do ex-secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, e o do ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

Hoje, uma nota da coluna ““Folha de S.Paulo”” informou ainda que o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, seria o mais recente nome cotado para substituir Guido Mantega. Procurado, o ministério da Fazendo, por meio da assessoria de imprensa, disse que não comenta o assunto.

Mais cedo, o executivo do Bradesco saudou a presidente Dilma em nota pela vitória na eleição. Ele disse que o Brasil é um exemplo “de democracia moderna”, que impulsiona seu desenvolvimento social e político pelo voto popular, e disse que o discurso de Dilma, ontem após a vitória, “foi um momento de pacificação e pleno entendimento das responsabilidades à nossa frente”.

Procurado pela Agência CMA, o Bradesco também diz que não comenta o assunto.

O ministro Guido Mantega comentará, em instantes, em coletiva de imprensa, a vitória da presidente Dilma na eleição de ontem.

Ministro diz que compromissos da área serão mantidos nos próximos quatro anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou, há pouco, o compromisso de fortalecer os fundamentos da economia brasileira nos próximos quatro anos. Segundo ele, permanecem os compromissos de manter a inflação sob controle e a geração de empregos, com o mercado em expansão.

– É claro que, para manter os empregos, temos de manter os estímulos aos investimentos e fortalecer as empresas brasileiras, com a expansão do mercado de capitais. Temos que manter o sistema financeiro sólido, porque é ele que financia a expansão da economia e do consumo – afirmou, em coletiva.

De acordo com o ministro, o Brasil tem um grande desafio para conseguir retomar o desenvolvimento ante a crise internacional.

– Isso só será possível se houver grande mobilização com trabalhadores e empresários, junto com o governo, para entramos com o novo ciclo da economia brasileira – disse ele.

Mantega mostrou-se satisfeito com a vitória da presidente Dilma Rousseff sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial.

– Estou feliz com o resultado das eleições. Isso prova que a população está aprovando a política econômica – afirmou.

Ele reconheceu que as eleições provocam volatilidade, mas ressaltou que fatores externos têm influência.

– Houve forte queda das commodities e que a Bolsa de Valores foi afetada, mas, com o fim das eleições, esse cenário passa a amainar – afirmou.

Durante as eleições, os pessimistas ficam mais pessimistas e os otimistas, mais otimistas, observou o ministro.

– O Datafolha verificou que os brasileiros estão ficando mais otimistas com a economia. Além disso, teve a CNI, mostrando a melhora da expectativa do consumidor. A indústria de transformação também avançou, e isso mostra que a confiança tende a voltar. E, mais importante, a confiança do investidor externo voltou a melhorar. Portanto, os investidores externos, que olham para o médio e longo prazos, estão mais confiantes, poque eles estão colocando o dinheiro deles no Brasil. A economia voltou a crescer, e tudo indica que continuará a crescer no terceiro e quarto trimestres – afirmou.

Perguntado sobre nomes para compor a equipe no segundo mandato de Dilma, Mantega respondeu que essa pergunta tem que ser feita à presidente.

– Estou apresentando as políticas que devem ser adotadas, e é o que importa. Mencionei os passos que devem ser dados, mas não me cabe falar sobre os nomes.

Fonte: monitormercantil.com.br

Com informações da Agência Brasil e da Agência CMA

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