Fabricantes de eletrodomésticos e montadoras demitem 50 mil este ano

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Do Contas Abertas
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linha-branca-20111126-0188-originalFabricantes de eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis cortaram pelo menos 50 mil vagas entre janeiro e abril deste ano, segundo levantamento feito pelo O Globo. Segundo o jornal, fabricantes de televisores Samsung e LG; a Whilrpool, donas das marcas Brastemp e Consul, e as montadoras de motocicletas foram as empresas que mais demitiram.

Na Zona Franca de Manaus, que concentra a maior parte da produção nacional de eletroeletrônicos, os cortes de pessoal começaram logo após a Copa do Mundo, no ano passado. Segundo Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Amazonas (Ciam), de outubro a fevereiro, 10 mil empregados haviam sido demitidos. Somando-se março e abril, o total ultrapassa 15 mil postos cortados. “Não temos (boas) perspectivas para este ano. O consumidor está com medo de perder o emprego e não compra esses produtos mais duráveis”, afirma Périco.

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No setor automotivo, de janeiro a março, as montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas eliminaram 3,6 mil vagas, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com o desempenho fraco do mercado, as montadoras estão adotando medidas de corte de produção com lay-off (suspensão dos contratos de trabalho), férias coletivas e programas de demissão voluntária (PDVs). Além disso, a crise pela qual o setor automotivo passa motivou o fechamento de 250 concessionárias nos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave).

Além do temor do desemprego, economistas citam a inflação alta e a queda do consumo diante de incertezas sobre o ajuste fiscal em curso no país. “O ajuste fiscal é necessário, mas até agora, o resultado foi um agravamento da crise. O governo fez um anúncio desastroso e passou insegurança para o mercado. É hora de repensar as medidas e tentar sair da crise demonstrando segurança ao mercado”, afirmou Fernando Zilveti, professor da FGV.

(Da redação)

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