Exército dos EUA desenvolve ‘plantas espiãs’

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O exército americano está apostando nas plantas como um novo tipo de equipamento de espionagem para a próxima geração. A ideia é usar as plantas como sensores para detectar produtos químicos, agentes patogênicos, radiações e sinais eletromagnéticos e nucleares em ambientes onde outros tipos de tecnologia não seriam tão eficientes.

A iniciativa foi denominada de Programa de Tecnologia Avançada de Plantas (APT) e é comandada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Os pesquisadores da equipe buscam as melhores alternativas para utilizar as plantas em benefício do exército.

No próximo dia 12 de dezembro, a DARPA vai realizar o Dia dos Proponentes, em Arlington, Virgínia, onde vai ouvir pesquisadores e cientistas listarem formas como as plantas podem ser usadas, além de receber ideias sobre estímulos e modificações que devem ser testadas.

Para iniciar os trabalhos, todos os experimentos serão confinados em estufas e ambientes naturais simulados, seguindo todos os regulamentos federais. Caso as pesquisas sejam concluídas com sucesso, os trabalhos de campo serão monitorados pelo Serviço de Inspeção de Animais e Veículos Sanitários do Departamento de Agricultura dos EUA.

Anteriormente, a DARPA já tinha criado outras tecnologias utilizadas em cenário mundial pelos Estados Unidos, como os satélites e sismógrafos empregados para garantir o cumprimento do Tratado de Proibição de Teste Nuclear. Porém, dessa vez, a agência tem apostado exclusivamente nos recursos naturais.

“As plantas estão altamente sintonizadas com seus ambientes e, naturalmente, manifestam respostas fisiológicas a estímulos básicos, como luz e temperatura, mas também, em alguns casos, ao toque, produtos químicos, pragas e patógenos”, explicou o doutor Blake Bextine, gerente do programa ATP.

A modificação dos genomas das plantas permitiria que os militares controlassem todos os tipos de detecção. Ademais, já existem diferentes tecnologias para monitorar plantas, seja no solo, no ar e até mesmo no espaço.

“As técnicas emergentes de modelagem molecular podem possibilitar reprogramar essas capacidades de detecção, o que não só abrirá novos fluxos de inteligência, como também reduzirá os riscos e custos associados aos sensores tradicionais”, Bextina.

O desafio, por outro lado, é que modificações feitas anteriormente em plantas dificultaram que o organismo vivesse em seu ambiente natural. Isso porque a tensão adicionada nos recursos naturais, devido a suas novas funções, faz com que seja mais difícil competir com plantas comuns.

Fonte: Opinião&Notícia

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