Saúde  

Excesso de frutose é responsável por doenças hepáticas

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A frutose, um açúcar de grande poder adoçante, é encontrada principalmente nas frutas. Os fabricantes de alimentos e bebidas adicionam frutose para adoçar seus produtos. Mas o excesso de frutose na alimentação está associado a doenças hepáticas e a diabetes melito.

A natureza dessa associação tem sido pesquisada há anos. Alguns estudiosos argumentam que o efeito é indireto. Alimentos doces suprimem a sensação de saciedade, por isso, as sobremesas são servidas ao final de uma refeição. O consumo de alimentos ricos em frutose pode causar obesidade e doenças decorrentes do aumento de peso. Outros acham que o efeito é mais direto, em razão de seu processo metabólico.

Agora, um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism por Josh Rabinowitz e seus colegas da Universidade de Princeton apoia a hipótese do efeito metabólico como causa de doenças. O artigo de Rabinowitz sugere que a frutose, quando consumida em grande quantidade, sobrecarrega o mecanismo no intestino delgado que a processa. Assim, a frutose é assimilada diretamente pelo fígado, onde se converte em gordura.

Rabinowitz e seus colegas chegaram a essa conclusão por meio de um experimento feito com ratos. Alguns animais foram alimentados com frutose misturada a um isótopo não radioativo de carbono – 13C. Outros foram alimentados com glicose a qual acrescentaram o isótopo. A mistura de glicose com o isótopo após ser processada pelo intestino delgado seguiu para o fígado através da artéria hepática. Em seguida, entrou na corrente sanguínea que a distribuiu por todo o corpo. A mistura de frutose com o isótopo, por sua vez, foi bloqueada pelo intestino delgado.

Depois da análise do processamento dos dois tipos de açúcar pelo organismo, Rabinowitz e seus colegas aumentaram as doses. A ideia era dar aos ratos a mesma quantidade de açúcar contida em um refrigerante adoçado com frutose. O mecanismo do intestino delgado não conseguiu processar a dose mais elevada de frutose e 30% do açúcar foi transportado sem processamento para o fígado, onde se converteu em gordura.

Em quantidades moderadas o fígado tem a capacidade de metabolizar alimentos e toxinas. Mas em longo prazo o órgão sofre as consequências dos excessos e o acúmulo de gordura no fígado pode causar doenças hepáticas crônicas, como cirrose.

 

Fonte: Opinião&Notícia

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