EUA podem banir uso de gordura trans em alimentos

A FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA, propôs medidas para eliminar a gordura trans dos alimentos. A decisão da agência teve como base as evidências de que o consumo desta substância pode causar danos à saúde.

A proposta da FDA sugere que os óleos hidrogenados, origem da gordura trans, deixem de ser reconhecidos como seguros para o consumo. Ela será analisada ao longo de dois meses. Durante esse período, as empresas que utilizam essa substância para produzir alimentos terão de provar que a gordura trans é segura para o consumo, o que vai contra os estudos feitos até o momento.

Segundo Margaret Hamburg, da FDA, a aprovação da medida pode salvar vidas. “Apesar de o consumo de gorduras hidrogenadas artificiais, potencialmente perigosas para a saúde, ter diminuído nas últimas duas décadas nos Estados Unidos, continua sendo uma preocupação maior em termos de saúde pública. Uma nova redução nas quantidades dessas gorduras na dieta americana poderá evitar 20 mil ataques de coração e 7 mil mortes a mais a cada ano”, diz Margaret.

A gordura trans é obtida quando o óleo hidrogenado se torna sólido. Essa substância é muito utilizada em margarinas e frituras. De acordo com estudos recentes, o consumo de gordura trans aumenta os níveis de colesterol “ruim” (LDL) no organismo e diminui os níveis de colesterol “bom” (HDL).

No Brasil consumo é permitido

No Brasil o consumo de gordura trans não é proibido, mas a Anvisa recomenda o consumo máximo de duas gramas por dia. A agência também fiscaliza o selo “zero trans” usado por algumas empresas nas embalagens de alimentos.

Para estampar esse selo, o produto precisa ter no máximo 0,2 gramas da gordura por porção. Em 2014, essa regra vai mudar. Para estampar o selo, o produto deverá ter no máximo 0,1 grama de gordura trans por porção, além de baixos níveis de gordura saturada.

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