Saúde  

Estudo cria novo exame para detectar o mal de Alzheimer

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O mal de Alzheimer é uma doença que degrada o cérebro, afeta 35 milhões de pessoas – número que deve crescer para 115 milhões até 2050. A doença é incurável.

Também é difícil detectá-la até que o comportamento do portador passe a mudar e a memória comece a falhar, sendo que nesse ponto muito dano já foi causado ao cérebro.

O que Howard Federoll, do Centro Médico da Universidade Georgetown em Washington, DC, fez foi criar a base a partir da qual tal teste pode ser desenvolvido. Sua pesquisa, recém-publicada no periódico Nature Medicine, identificou dez moléculas cujas concentrações no sangue, tomadas em conjunto, predisseram com 90% de confiança se alguém do grupo estudado virá a desenvolver sintomas do mal de Azlheimer nos três anos subsequentes.

Ele e seus colegas começaram com 522 voluntários com 70 anos de idade ou mais, dos quais foram retiradas amostras de sangue. Três anos depois eles observaram 18 deles que não manifestavam sintomas quando do começo do estudo, mas que haviam desenvolvido algum depois, e compararam sua amostra de sangue original àquelas dos voluntários aparentemente similares que haviam permanecido livre da moléstia.

Comparados àqueles no grupo de controle, verificou-se, os 18 tinham níveis mais baixos de 10 moléculas em particular. Essa coincidência retrospectiva poderia, naturalmente, ser apenas isso – uma coincidência. Então eles repetiram a análise com 10 outros dos voluntários originais que estavam livres de sintomas e que depois os manifestaram. O resultado foi o mesmo.

Isso fortaleceu a hipótese de que os níveis das dez moléculas realmente predizem o Alzheimer. O resultado ainda precisa ser confirmado em estudos maiores, mas caso o padrão se repita, e particularmente se ele for verificado em outros grupos étnicos (a maioria dos 525 eram americanos brancos). Isso permitiria que pesquisadores conduzissem testes de medicamentos naqueles que são assintomáticos, e desse modo procurar não apenas por um tratamento para o Alzheimer, mas também para prevenir a sua manifestação.

 

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