Saúde  

Estresse na gravidez é passado de geração a geração

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tui.jpegUm estudo publicado nesta quinta-feira, 7, no periódico BMC Medicine revelou que o estresse da mãe pode afetar o bebê e se propagar pelas gerações seguintes.

O parto prematuro é uma das principais causas de morte e pode provocar problemas ao longo da vida, por isso os pesquisadores queriam investigar como bebês prematuros são influenciados pelo estresse. Para isso, fizeram testes com gerações de ratos, divididos entre estressados e não estressados. As filhas de ratos estressados tinham gestações mais curtas do que as do outro grupo e pesavam menos.

Os pesquisadores descobriram que as netas dos ratos estressados tiveram gestações encurtadas, mesmo quando suas respectivas mães não passaram por situações de estresse. Elas também apresentaram Também tinham níveis mais altos de glicose do que os do outro grupo que não tinha antecedentes estressados.

“Mostramos que o estresse ao longo das gerações é forte o suficiente para encurtar a gravidez em ratos. Uma descoberta surpreendente foi que estresse leve e moderado durante a gravidez tiveram efeito cumulativo ao longo das gerações”,  afirmou Gerlinde Metz, autora do estudo pela Universidade de Lethbridge, no Canadá.

Os pesquisadores acreditam que tais mudanças acontecem devido à epigenética, que são os efeitos do ambiente sobre os genes. “Partos prematuros podem ocorrer por vários fatores. No nosso estudo damos novas perspectivas sobre como o estresse em mães, avós e além podem influenciar no risco de complicações na gravidez e no parto. A descoberta tem implicações para além da gravidez e sugere que as causas para muitas doenças complexas poderiam ter raiz nas experiências de nossos ancestrais”, disse Gerlinde.

 

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