Estouro da crise econômica completa um ano

revistaforum.com.br
Dia 15 de setembro de 2008. Richard Fuld, um dos banqueiros mais poderosos de Wall Street, havia passado o fim de semana anteior inteiro discutindo com a alta cúpula do Lehman Brothers uma saída para salvar o banco da crise econômica. Naquele dia, o banco veio a público anunciar pedido de concordata, marcando aquela segunda-feira como uma das mais negras para a história do capitalismo desde 1929.
O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos e um dos maiores operadores de crédito “subprime”, vinha acumulando perdas contaébies desde junho de 2008. Uma semana antes de pedir concordata, o banco havia anunciado o maior prejuízo líquido de sua história: US$ 7,8 bilhões. Cinco dias depois, a justiça permitiu o acordo de compra do banco por outro o britânico Barclay. Foi a maior falência na hisória dos Estados Unidos.
Assim como o Lehman, outros bancos, principalmente os operadores de crédito de alto risco, quebraram ou tiveram que receber ajuda de bancos centrais. Como o Marryl Lynch, que um dia antes da quebra do Lehman foi comprado pelo Bank of America. O banco já vinha sofrendo baixas com a crise imobiliária desde 2007, quando anunciou perda de US$ 8,4 bilhões.
A crise imobiliária começou a se mostrar real em 2007, quando cada vez mais pessoas que haviam adquirido imóveis a prazo no bojo do crescimento econômico norte-americano de 2003 e 2004 passaram a não ter mais condições de pagar as parcelas por conta do aumento brutal de juros pelo Fed nos anos anteriores. Com o crescimento da inadimplência, os bancos que operavam com a venda de hipotecas passaram a não ter entrada e toda a cadeia de investimentos, que investia altas quantias nos créditos de risco, perderam suas aplicações.
A crise, que iniciou no setor imobiliário norte-americano, espalhou-se em poucos meses para todos os setores da economia do mundo todo, e só agora alguns países começam a anunciar o começo da retomada do crescimento econômico.

Deixe um comentário