Especialistas dizem onde investir em 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Após um ano de desaceleração na Bolsa, as perspectivas para 2013 são mais otimistas, na opinião de especialistas. A volatilidade provocada em 2012 por medidas intervencionistas do governo, pela crise da dívida europeia e, mais recentemente, pelas dúvidas sobre o abismo fiscal americano, deve dar lugar, em 2013, à retomada do cenário altista da Bolsa e ao retorno dos investimentos estrangeiros.

Apesar das perspectivas mais otimistas, o mercado acionário ainda concentra suas apostas para 2013 nas empresas voltadas para o consumo interno, pois elas são menos suscetíveis às turbulências externas. Segundo Henrique Florentino, da equipe de análise da Um Investimentos, 2013 também será melhor na questão do PIB e na redução das intervenções do governo no cenário doméstico.

“O cenário internacional ainda vai continuar conturbado em 2013, mas as medidas adotadas pelo governo brasileiro devem surtir efeitos na aceleração da economia”, avalia Florentino.

Nesse contexto, os setores que se destacam são varejo, consumo, educação, saúde e bens de capitais, segundo Clodoir Vieira, economista-chefe da Souza Barros. “Montamos uma carteira com dez ações: AmBev, Hypermarcas, Kroton, Odontoprev, Grendene, RaiaDrogasil, Sabesp, Totvs, Vale e Comgás”, afirma.

Grendene e Lojas Renner estão na lista de preferidas de Florentino. “A Grendene já teve uma performance absurda em 2012, com crescimento de mais de 100%, mas ainda tem espaço para crescer. E gostamos bastante da Lojas Renner, que tem bons resultados financeiros”, diz.

No segmento industrial, a Marcopolo tem bons fundamentos. “A empresa tende a se beneficiar dos incentivos à industria e do crescimento das exportações”, afirma Florentino.

No setor bancário, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco são as preferências mesmo após a pressão do governo para a redução do spread (diferença entre o custo do dinheiro captado e repassado) durante o ano de 2012, acredita Rodolfo Amstalden, analista da Empiricus Research.

Ações da Vale, Petrobrás e Grupo EBX perderam seu protagonismo no último ano devido a problemas intervencionistas, judiciários ou mesmo por conta das baixas perspectivas de resultados a médio prazo. Elas lideraram a lista de maiores perdas do Ibovespa de 2012 e devem ficar de fora da carteira dos investidores. Entretanto, o preço do minério subiu graças à China. Gestores que têm a Vale na carteira não devem vender agora.

Apesar dessas projeções, o investidor deve seguir atento às mudanças e acontecimentos externos. “É preciso reavaliar sua carteira de três em três meses, para acompanhar os ativos. E, se a ação não estiver tendo um desempenho bom, realize a perda e siga em frente”, aconselha Vieira.

Renda fixa e outras aplicações

Em relação à poupança, na opinião do educador financeiro Mauro Calil, para os investidores mais conservadores esta é a pior opção. Desde que o governo mudou as regras da aplicação, ela passou a ser calculada sobre 70% da taxa básica de juros Selic, mais a taxa referencial. Com uma Selic a 7,25%, a poupança atualmente está perdendo para a inflação, que está na base de 5,5% ao ano. Porém, na opinião de Alexandre Chaia, professor de Finanças do Insper, essa aplicação não é tão desvantajosa, pois é isenta de imposto de renda. Para compará-la a outros investimentos, seria preciso adicionar à rentabilidade anual a alíquota mínima de 15% de IR. “Se você adicionar o IR, o cálculo indica um retorno de 8,5%”, explica.

O Tesouro Direto continua sendo uma boa opção, principalmente os títulos que são indexados à inflação. “Há, porém, menos ativos disponíveis para comprar”, ressalta Chaia.

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