Especialistas debatem ética de pesquisas com chimpanzés

União Europeia baniu a prática no ano passado, deixando os Estados Unidos e o Gabão como os únicos países a realizarem pesquisas médicas com chimpanzés. Do ‘Washington Post’*

Eles foram cruciais para vacinas contra a hepatite A e B. Eles participaram em centenas dos primeiros estudos do HIV. E em 1961 dois deles foram enviados ao espaço.

Mas o papel dos chimpanzés em pesquisas médicas está numa encruzilhada. Na semana passada, a organização científica mais importante dos EUA pôs a prática em questão quando o comitê do Instituto de Medicina se reuniu para deliberar a respeito do destino de quase todos os chimpanzés cobaias de pesquisas científicas restantes.

A União Europeia baniu a prática no ano passado, deixando os Estados Unidos e o Gabão como os únicos países a realizarem pesquisas médicas com chimpanzés. Em empresas farmacêuticas, as pesquisas com macacos  têm declinado graças ao surgimento de alternativas mais modernas e baratas.

EUA e Gabão ainda mantêm a prática

 

“Se você é um cientista, um chimpanzé é realmente uma espécie de último recurso,” disse Harold Watson, diretor do programa de pesquisa com chimpanzés dos National Institutes of Health, que administra 734 dos quase mil chimpanzés cobaias dos Estados Unidos.

De 2007 a 2010, o número de estudos biomédicos com chimpanzés conduzidos nos EUA caiu de 53 para 32. Apenas um desses estudos está relacionado ao vírus do HIV – que nos anos 80 e 90 era extensivamente estudado em primatas. Nenhum desses estudos está relacionado ao câncer.

Mas a pesquisa com chimpanzés ainda tem seus defensores. Os animais são vitais para remédios e vacinas contra a hepatite C; cerca de 75% dos estudos com chimpanzés sendo realizados estão relacionados à hepatite C. O vírus, que é portado por 3,2 milhões de norte-americanos e frequentemente causa câncer de fígado, não contamina nenhum outro animal.

*Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

Deixe um comentário