Então a campanha vai ser com Fernando Henrique?

Fonte: zedirceu.com.br

Depois do artigo dominical do ex-presidente Fernando Henrique, duas perguntas não querem calar: então a campanha vai ser com FHC? Mas os tucanos, governadores-candidatos, Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) não teriam como explicar? Duas razões para o artigo de FHC e sua entrada com tudo na campanha: a primeira, natural, o ex-presidente se sente na obrigação de defender seu governo, tão mal avaliado pelos brasileiros; a segunda, ele precisa urgentemente levantar a militância tucana e sua base social tão desmobilizada pelos escândalos do PSDB do RS, SC e SP, e de seu aliado o DEM-Brasília…

Serra e Aécio

Depois do artigo dominical do ex-presidente Fernando Henrique, duas perguntas não querem calar: então a campanha vai ser com FHC? Mas os tucanos, governadores-candidatos, Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) não teriam como explicar?

Duas razões para o artigo de FHC e sua entrada com tudo na campanha: a primeira, natural, o ex-presidente se sente na obrigação de defender seu governo, tão mal avaliado pelos brasileiros; a segunda, ele precisa urgentemente levantar a militância tucana e sua base social tão desmobilizada pelos escândalos do PSDB do RS, SC e SP, e de seu aliado o DEM-Brasília.

Ao se enfiarem na lama das irregularidades e da corrupção, PSDB e DEM tiraram de FHC e dos tucanos a única bandeira – falsa, mas bandeira – que tinham: a da moralidade da velha UDN.

O novo “chefe” da campanha assume o posto acuado com os governos Serra e Kassab (prefeito da capital) vivendo um momento de crise em São Paulo, resultado da falta de política e investimentos na infraestrutura da cidade e na defesa civil do Estado; com os péssimos resultados das pesquisas – Dilma alcançou Serra, empata e em alguns cenários já o ultrapassa; e com Aécio entrincheirado nas montanhas de Minas sob o risco de enfrentar uma aliança PT-PMDB com Zé Alencar candidato a governador.

Assim, só resta a FHC polarizar com o presidente Lula e desqualificar Dilma na tentativa de mobilizar seu partido. Mas, é uma tática que tem um preço para eles: confirma o caráter plebiscitário (e de comparação) das eleições. Seguí-la é cair na armadilha montada por Lula. É por isso que Serra está quieto, como se não fosse com ele. Sabe – e sente – que essa intervenção do ex-presidente e do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) são tiros no pé, o chamado fogo amigo.

Deixe um comentário