Brasil  

Empresários alemães desembarcam no Brasil para investir na Copa, nas Olímpiadas e no trem-bala

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os projetos do Trem de Alta Velocidade – que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro – e os investimentos para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, devem receber aplicações de um grupo de empresários alemães.

Na terça-feira (27) o ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, e uma comitiva empresarial alemã desembarca em Brasília. Também estão marcadas visitas a São Paulo e ao Rio. O grupo será conduzido pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Na quarta-feira (28) a delegação de empresários alemães irá a São Paulo para visitar as sedes de empresas alemãs, a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha e o Parque Ibirapuera. O ministro alemão vai inaugurar a exposição Iniciativas de Exportação, Energias Renováveis e Eficiência Energética.

Na sexta-feira (30), Brüderle participa de um evento sobre construção de estádios, segurança e infraestrutura, no edifício da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O ministro se encontrará também com representantes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os investimentos externos diretos da Alemanha no Brasil aumentaram no ano passado, registrando alta de 138,5% em comparação a 2008. Os números cresceram de US$ 1,03 bilhão para US$ 2,47 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Em decorrência da crise econômica mundial, houve uma redução nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha em 2009. Mas, segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o intercâmbio entre os dois países apresentou uma forte recuperação no primeiro trimestre deste ano.

As exportações brasileiras para a Alemanha chegaram, no primeiro trimestre de 2010, a US$ 1,62 bilhão, o que representa um crescimento de 31,7%, na comparação com o mesmo período de 2009 (US$ 1,23 bilhão).

As importações brasileiras aumentaram 35% e passaram de US$ 1,98 bilhão, no primeiro trimestre de 2009, para US$ 2,67 bilhões, no primeiro trimestre de 2010. A corrente de comércio teve recuperação de 33,5%, totalizando, nos primeiros três meses de 2010, US$ 4,29 bilhões, enquanto que, no mesmo período de 2009, foi de US$ 3,2 bilhões.

Os setores mais tradicionais nas relações comerciais brasileiras e alemãs são engenharia mecânica, indústria automotiva, eletrônicos, e produtos químicos e farmacêuticos. Mais recentemente, ganharam destaque também as áreas de geração de energia, infraestrutura, segurança, assistência médica, e produção e exploração de petróleo e gás.

Edição: Lílian Beraldo

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