Emissora de TV transmite sermão de padre contra voto em Dilma Rousseff

Redação Portal IMPRENSA

Os boatos sobre o suposto apoio da presidenciável Dilma Rousseff à prática de aborto geraram reações enérgicas do padre José Augusto durante a exibição de um sermão ao vivo, na última terça-feira (05), pela TV Canção Nova.

O clérigo pediu aos telespectadores que se mobilizem e não votem em Dilma Rousseff no segundo turno. O apelo, segundo o padre, partiu de fiéis contrariados com o suposto posicionamento do PT  a favor da interrupção de gestações indesejadas, informa o portal Terra.

“O que tem me agitado são muitos e-mails que eu tenho recebido. E a questão é essa da eleição. E eu não posso deixar de falar também porque eu sou sacerdote de Nosso Senhor Jesus Cristo. Diante de tantos pastores se pronunciando, diante de tantos bispos se pronunciando, nunca vi uma eleição tão agitada como essa, nunca vi. Tenho 44 anos de idade e nunca vi uma eleição tão agitada. Por que de tanta agitação? Porque os rumos da nação brasileira estão prestes a mudar, e eles poderão mudar para o pior, para o lado pior se nesse segundo turno – eu vou falar com clareza – se o PT ganhar”, disse padre José Augusto aos fiéis.

“Podem me matar, podem me prender, podem fazer o que quiser. Não tenho advogado nenhum. Podem me processar e, se tiver de ser preso, serei. Não tem problema, mas eu não posso me calar diante de um partido que está apoiando o aborto, e a Igreja não aprova. Não votei e não votarei. Deixando bem claro, porque sou a favor da vida. Estou agitado porque não é possível que os cristãos estejam tão alheios à situação, preocupados apenas com seu trabalhozinho, com seu emprego, com suas coisas, sabendo que o PT está querendo aprovar leis aonde o sacerdote não pode se pronunciar, aonde o sacerdote não pode falar, aonde os meios de comunicação religiosos só vão ter uma hora de programação”, disse o religioso, que aproveitou a oportunidade, ainda, para reafirmar seu posicionamento contrário ao casamento gay.

Após a transmissão do sermão, os responsáveis pela coordenação de campanha de Dilma se reuniram para discutir as medidas cabíveis. Ainda segundo o Terra, o assunto é tratado com cautela, uma vez que criticar um sacerdote pode ser desfavorável à campanha.

O fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, divulgou nota em que pede desculpas por “qualquer excessos” e ressalvou que a emissora “não vê cada candidato por suas bandeiras, mas os acolhe como filhos amados de Deus”.

“Cada fiel deve votar de acordo com suas convicções e com a doutrina social da Igreja. Para este tempo, peço a cada um oração e silêncio. Acolhamos a todos. Rezemos para que eles possam conhecer a verdade. A Canção Nova não apoia candidatos ou partidos. Acolhe a todos. Por fim, peço em nome da Canção Nova, perdão por qualquer excesso. Nosso objetivo é promover o amor, nosso carisma maior”, afirmou Monsenhor Jonas Abib.

A assessoria da Canção Nova ressaltou que a orientação da emissora é não apoiar nenhum candidato e também não fazer “trabalho contra” qualquer candidato à Presidência.

A reportagem do Portal IMPRENSA entrou em contato com a coordenação de campanha de Dilma e aguarda retorno.

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