Brasil  

Em Bruxelas, Dilma diz que vai rever alguns pontos da Lei Geral da Copa

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Presidente disse que vai avaliar pontos que causaram conflito com a Fifa, como venda de bebidas alcoólicas e meia entrada para estudantes

3/10/2011 | Enviar | Imprimir | Comentários: nenhum | A A A

Em visita a Bruxelas nesta segunda-feira, 3, a presidente Dilma Rousseff aceitou rever alguns pontos da Lei Geral da Copa que causaram conflito com a Fifa.

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A declaração foi feita durante uma reunião, que durou menos de uma hora, com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ao final do encontro, o ministro declarou que o governo reafirmou à entidade que irá seguir os compromissos assumidos quando o país foi escolhido para sediar o evento.

A proibição de venda de bebidas alcoólicas nos estádios, meia entrada para estudantes e combate mais vigoroso à pirataria estão entre os pontos que o governo aceita rever. Já a venda de meia entrada para os idosos, garantida pelo Estatuto do Idoso, não deverá sofrer alteração.

A existência da meia-entrada para estudantes vai depender das negociações entre a Fifa e os governos estaduais, que são os responsáveis por essa legislação. A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios também deve ser revista, já que contraria os interesses da entidade, uma vez que um dos patrocinadores do evento é uma cervejaria. Nesse caso não há nenhuma lei federal envolvida, apenas uma determinação da CBF.

Na próxima semana haverá outra reunião entre representantes da Fifa e do governo, em Brasília. “Nosso objetivo neste encontro da próxima semana é oferecer eventualmente ao Congresso algumas sugestões adicionais para que a redação da lei deixe o mais claro possível os compromissos do Brasil com as garantias que foram oferecidas”, declarou Silva. Valcke avaliou que a audiência com Dilma foi produtiva e observou que as exigências da entidade para o Brasil são as mesmas aplicadas na África do Sul em 2010 e serão idênticas as que serão impostas à Rússia em 2018.

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