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Economist: Lula deve herdar Presidência da ‘novata’ Dilma

Fonte: votebrasil.com

Na avaliação da Economist, a liderança de Dilma não é irredutível e Serra ainda pode ter chances num segundo turno. “E no Brasil há sempre a possibilidade de um escândalo ou um erro grave.”

Dilma Rousseff caminha para herdar a Presidência de Lula, enquanto José Serra encontra dificuldades na campanha eleitoral contra uma novata política. Essa é a avaliação da disputa para a Presidência do Brasil na visão da revista britânica The Economist.

Em artigo desta semana, a publicação diz que o candidato do PSDB teoricamente, deveria estar apto a vencer as eleições sem esforço, pois coleciona diversos cargos numa carreira longa e bem-sucedida, incluindo a prefeitura e governo de São Paulo. Além disso, disputa com uma “conselheira e burocrata que era quase desconhecida há apenas alguns anos e que nunca antes disputou, muito menos venceu, uma eleição”.

No entanto, Serra está atrás de Dilma nas pesquisas, em diferenças que variam de cinco a dez pontos porcentuais. “O problema não é de apresentação, embora Serra pareça insípido, a não ser quando sorri, aí ele parece pavoroso”, diz a Economist. Dilma não é carismática, avalia a revista, e “tem uma fraqueza por dar respostas de meia hora para perguntas de uma linha”.

Na visão da revista, a dificuldade de Serra vem do fato de Dilma ser a sucessora de Lula, que possui elevado nível de aprovação. O candidato do PSDB decidiu que atacar um presidente popular não traria muitos votos.

Por isso, discorda da candidata do PT em alguns pontos, como política externa e o papel do Estado na economia, mas se sentiu obrigado a prometer que continuará com alguns programas de Lula, como o Bolsa Família.

Na avaliação da Economist, a liderança de Dilma não é irredutível e Serra ainda pode ter chances num segundo turno. “E no Brasil há sempre a possibilidade de um escândalo ou um erro grave.” No entanto, Dilma ainda tem votos a captar pelo fato de ser a candidata de Lula.

Além disso, terá mais tempo na propaganda eleitoral que começa no dia 17 de agosto. “Essa vantagem pode acabar sendo decisiva”, observa a Economist.

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