Economia para pagamento de juros é a menor do governo Dilma no 1º trimestre

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Fonte: Contas Abertas
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O setor público brasileiro (governo central, estatais, municípios e Estados) economizou 3,580 bilhões de reais em março para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário. Com isso, o resultado do primeiro trimestre foi de 25,63 bilhões de reais, ou 2,12% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor para o período no governo Dilma Rousseff. Em 2013, o saldo havia sido positivo em 30,72 bilhões de reais entre janeiro e março (2,75% do PIB), enquanto em 2012 e 2011, ficaram em 45,97 bilhões (4,49% do PIB) e 39,26 bilhões (4,2%), respectivamente.

Nos três primeiros meses do ano, o governo central (formado pelo governo federal, Previdência e Banco Central) registrou queda de 35% em sua economia para pagamento da dívida. Ao todo foram economizados 12,32 bilhões de reais, 7,68 bilhões a menos do que no mesmo período de 2013. No caso dos Estados e Municípios, o superávit foi de 10,37 bilhões e 2,82 bilhões, respectivamente. Já as estatais conseguiram economizar 119 milhões de reais.

O resultado de março ficou em linha ao projetado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de 3,5 bilhões de reais. No terceiro mês, o governo Central foi responsável por um superávit primário de 3,2 bilhões de reais, enquanto os governos regionais economizaram 482 milhões. As empresas estatais, contudo, gastaram bem mais do que receberam e registraram um déficit de 64 milhões de reais.

Considerando-se os fluxos acumulados em doze meses, o superávit primário atingiu 86,2 bilhões de reais (1,75% do PIB), quase o mesmo de fevereiro. A meta para 2014 todo é de 99 bilhões de reais, ou 1,90% do PIB.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 13,022 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 34,2% do PIB, a mesma projetada em pesquisa Reuters.

Governo – Segundo dados do Tesouro divulgados também nesta quarta-feira, o resultado fiscal apenas do governo central (governo federal, Previdência e BC) ficou em 1,4% em relação ao PIB em março, maior do que o visto em fevereiro (1,3%), mas abaixo do mesmo mês de 2013 (1,7%).

Enquanto o Tesouro registrou um superávit de 7,737 bilhões de reais em março (contra déficit de 475,6 milhões em fevereiro), a Previdência anunciou um rombo (déficit) de 4,529 bilhões em suas contas – maior do que o visto no mês anterior, de 2,580 bilhões. O BC, por sua vez, registrou um déficit de 34,1 milhões de reais no período, acima do resultado negativo de fevereiro (24,1 milhões de reais).

Credibilidade fiscal – Os excessivos gastos do governo brasileiro e a desaceleração econômica levaram, em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a rebaixar a nota de crédito (rating) do Brasil, de ‘BBB’ para ‘BBB-‘. Com isso, a credibilidade da política econômica e fiscal do governo Dilma foi abalada e o mercado tema que outras agências façam o mesmo.

Para 2015, o governo fixou o alvo em 143,3 bilhões de

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