Economia mundial terá um 2014 difícil, mas com recuperação

Durante boa parte de 2013, os grandes mercados de ações do mundo funcionaram de modo aparentemente mágico. Eles dispararam – o índice S&P 500 americano e o Nikkei japonês subiram respectivamente 30% e 57% no ano passado –, incentivados por estímulos monetários e um otimismo crescente sobre o crescimento global. No mês passado tal encantamento parou subitamente de surtir efeito. Mais de US$ 3 trilhões foram eliminados dos valores das ações desde o início de janeiro. O S&P 500 caiu quase 5%, o Nikkei 15% e o índice de mercados emergentes MSCI caiu quase 9%.

A atitude dos investidores de assegurar alguns lucros após uma onda positiva tão extraordinária não surpreende. Os preços das ações americanas, em particular, estavam começando a parecer altos demais: o S&P fechou 2013 com um múltiplo de 25 vezes de lucros de dez anos, muito acima da média histórica de 16. Poucas notícias ruins sobre o cenário econômico recente não bastam para gerar pânico. É difícil perceber uma razão econômica convincente que conecte um demonstrativo inesperadamente ruim, por exemplo, a uma queda do índice japonês Nikkei de mais de 4% em apenas um dia. Faz muito mais sentido explicar a inflexão recente do mercado como uma correção necessária.

Em média, no entanto, o pessimismo do investidor é exagerado. Um punhado de números decepcionantes não significa que a recuperação dos EUA esteja chegando ao fim. A economia da China está se desacelerando, mas as chances de um tropeço abrupto permanecem baixas. Embora outros mercados emergentes certamente crescerão de maneira mais lenta em 2014, eles não estão caminhando rumo a um colapso generalizado. E as chances de que a política monetária seja liberalizada tanto na Europa quanto no Japão estão aumentando. O crescimento global provavelmente excederá o ritmo de 3% do ano passado. Por ora, isso parece mais com uma oscilação que com uma queda.

Fontes:         The Economist-The worldwide wobble

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