Dilma um factoide em pessoa!

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Por Claudio Schamis
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Recentemente, Dilma disse que a Petrobras e seus dirigentes são alvo de “factoides políticos” e que não se deveria misturar a maior empresa de petróleo do país com as eleições.  E quem está misturando alhos com bugalhos?

O escândalo da compra de Pasadena veio, enfim, ao conhecimento público alguns anos depois do fato acontecido para preservar a figura do ex-presidente Lula à época. Só que aqui no Brasil, ao que parece, os escândalos tem um tempo de maturação que, quando vence o prazo, são jogados no ventilador e quem tiver sujo vai se sujar mais ainda. É fato.

Se Dilma está preocupada que a compra de Pasadena possa vir a causar algum estrago em sua campanha, ela está tendo uma visão bem míope, e até tranquila, de que isso pode ser a condição sine qua non da sua derrota, como dizem por aí: “Sabe de nada inocente”.

Na verdade, Dilma tem uma visão míope e uma ideia completamente errônea das coisas. Em vez de apontar outros factoides, ela deveria primeiro se reconhecer como tal. Sim, na minha mais humilde opinião, Dilma é também um factoide.

Dilma, nesses quatro anos de governo, é a própria informação falsa e não comprovada de sucesso absoluto (sucesso esse que existe na mente dos adoradores da estrela vermelha e do chefe barbudo) ou meio absoluto (que talvez seja a medida mais honesta de sucesso, não querendo dizer que seja literalmente a metade do todo) que acaba sendo aceita como verdadeira em consequência de sua repetida divulgação dela mesma. Vamos deixar a imprensa fora dessa. Pois, segundo o Houaiss, seria pela divulgação da imprensa o que não é verdade nesse caso.

Não entendeu? Dilma é quem mais faz propaganda de que fez e aconteceu, mas, se formos ver de verdade a realidade nua e crua como ela é, vamos nos assustar.

Em outras palavras, para que todos entendam de uma vez por todas, Dilma é uma mentira bem contada por ela mesma, mas que pode estar com os dias contados.

Eleições 2014: falta honestidade!

Para uma eleição ser honesta, seria preciso mudar muita coisa. A principal seria o tempo que os candidatos possuem para se apresentar. Como pode um candidato sem muitas coligações de partido ter três vezes menos tempo que um candidato que tenha várias coligações e, com isso, vai acumulando tempo que seria de outros partidos?

Uma eleição honesta seria aquela em que todos os candidatos tivessem o mesmo tempo de rádio e televisão e onde poderiam desfilar seus projetos, verdades, mentiras, ataques. Caberia a cada um dos candidatos usar o seu tempo da melhor maneira possível.

Isso sim seria a eleição ideal, mas parece que o modus operandi de como tudo é feito segue à risca os candidatos, pois deveríamos ter também os candidatos ideais.

Quem sabe um dia, em outra encarnação?

 

E aí, Dilma? Isso é legal?

Dilma-LegalDilma disse que a alteração sofrida na Wikipédia nos perfis dos jornalistas Míriam Leitão e de Alberto Sardenberg é “inadmissível” ao tomar conhecimento de que essas alterações foram feitas a partir de computadores do Palácio do Planalto. Dilma disse que vai abrir uma sindicância interministerial para ver o que aconteceu. Provavelmente, como no caso do Banco Santander, Dilma vai mandar demitir o responsável e vão querer virar a página.

O que é lamentável, mas não é uma surpresa, vindo de onde veio a coisa. Se o mensalão, que foi o mensalão, acontecia na sala quase ao lado do presidente, imagina uma coisa mais fácil de fazer?

Mas Dilma, aproveitando o ensejo, disse que nunca investigou tanto a corrupção como agora. Que em outro período, não muito longe do seu, se investigava menos os malfeitos (palavra que Dilma prefere) feitos por nossos “ilustríssimos” políticos.

Se Dilma, com isso, quer passar a imagem de boa moça, comigo isso não cola. Ela não faz mais do que a sua obrigação de querer ir até o fundo das investigações, mas tenho minhas dúvidas o quão fundo ela vai.

 

Mais um na conta da Saúde: irregularidades com remédios!

remedioComo se já não bastasse a situação precária da Saúde no Brasil, fato desconhecido pela Dilma, que acha que tudo melhorou, auditorias do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, o Denasus, apontam irregularidades envolvendo medicamentos em 23 capitais. É um festival de coisa errada. Superfaturamento, venda de remédio a falecidos, empréstimo de medicamento entre hospitais, estoques que não são monitorados, sobrepreço.

E essa bagunça toda mostra mais uma vez que não existe fiscalização nem controle por parte de quem deveria fazê-lo. E isso tudo acaba prejudicando quem precisa dos medicamentos.

Em uma auditoria, descobriu-se o valor de R$ 4,1 milhões, fruto de superfaturamento e falta de controle em relação a medicamentos e insumos. E já estamos carecas de saber que, com esse valor, daria para fazer uma “festa” para quem precisa, ou até construir outro hospital.

Mais um pra conta da Dilma. Só pra conta, pois quem paga somos nós.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

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