Dilma Roussef e o Banco do Brasil

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“Combatemos todos os dirigentes de bancos públicos que se comportam como dirigentes de bancos privados”. A  frase é da ministra Dilma Rousseff. A frase é perfeita.
Já comentei isso em outras oportunidades: é um absurdo exigir que a laranjeira dê maçã. É um absurdo exigir de uma instituição aquilo que não da sua natureza. Qual a missão da CEF? Habitação e saneamento. Qual a missão do INSS? Previdência social, seguro social. Se a CEF estiver promovendo o saneamento, ótimo. Significa dizer: o objetivo dessas instituições é cumprir sua missão, não é dar lucro ou superávit.
Já o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista. E, nessa condição, tem também suas responsabilidades como instituição governamental. Só que se estabeleceu no BB uma disputa absurda: qual o dirigente que consegue registrar maior lucratividade em balanço.
Qual o papel do Bando do Brasil durante a crise? Tem não apenas o financiamento, mas o próprio direcionamento da agricultura; tem a possibilidade de mapear e financiar o setor industrial, de transformar concretamente regiões inteiras do País. E o que estavam fazendo seus dirigentes? Melhorando seus próprios currículos: cada um queria registrar um lucro maior do que o dirigente anterior.
O Banco do Brasil se mantinha no topo dos que mais cobravam “spreads”. Ou seja, se mantinha igual a qualquer banco privado. O Presidente da República mandou baixas as taxas, baixar os “spreads”. De nada adiantou. O Presidente da República estava desmoralizado porque, embora a ordem recebida, embora o clamor de toda a indústria, todo  o comércio, toda a agricultura, o Presidente do BB mantinha a instituição com uma lógica absurda de privilegiara lucratividade em detrimento da economia nacional.
A frase de Dilma é extraordinária. É um marco. Finalmente o governo resolveu exigir que os bancos públicos ajam de forma concreta contra a crise, que contribuam para o aquecimento da economia, para a geração de emprego.

Por Castagna Maia – Advogado

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