Dilma rejeita uso do termo ‘faxina’ em demissões do governo

Em entrevista ao ‘Fantástico’, presidente afirmou que seu objetivo é dificultar a corrupção no país.
 
A presidente Dilma Rousseff rejeitou a expressão ‘faxina’ usada para ilustrar as recentes demissões realizadas em seu governo. Em entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, neste domingo, 11, Dilma afirmou que o objetivo é dificultar a corrupção e que, diferentemente de uma faxina, as ações serão ininterruptas, sem hora para acabar.

A presidente disse que a luta contra a corrupção faz parte dos “ossos do ofício”, e rebateu a crítica de que oito anos e oito meses do governo do PT não foram capazes para terminar com a corrupção. “Você não acaba com a corrupção de uma vez por todas. Você a torna cada vez mais difícil”, afirmou.

Dilma declarou ainda que é preciso cautela para não “demonizar a política” brasileira. De acordo com a presidente, ela não teme ter que ceder às exigências de seus aliados no Congresso. “Eu não dei nada a ninguém que eu não quisesse. Nós montamos um governo de composição. Caso ela não seja um governo de composição, nós não conseguimos governar”, disse.

Dilma comentou também a sua fama de “durona”, e disse que suas cobranças são feitas de forma afetuosa: “Nesse cargo que eu ocupo, tenho que exercer a autoridade que o povo me deu”, afirmou. A presidente assegurou que as reformas dos estádios e aeroportos estarão concluídas para a Copa do Mundo de 2014, e que tem acompanhado os projetos de perto juntamente com o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Além da política, Dilma falou sobre a vida no Palácio da Alvorada, e afirmou que a questão do câncer que a acometeu é uma questão resolvida já que foi detectado cedo.

 

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