Dilma pede apoio da juventude do PT para continuidade do governo

Por Rodolfo Torres – congressoemfoco.com.br

Apontada como candidata do PT à Presidência da República, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi a principal atração do encontro da Juventude Nacional do PT, evento realizado neste fim de semana em Brasília. Aos jovens correligionários, ela fez um pedido:  “Quero contar com o apoio da juventude para que o projeto de continuidade do governo do presidente Lula seja vitorioso em 2010”.

Antes de falar no evento, Dilma conversou com jornalistas e negou ser a pré-candidata petista à sucessão presidencial. “É aquela história de colocar o carro à frente dos bois. Eu não sou nem pré-candidata”.

Contudo, apesar da declaração, o clima já é de campanha. Recebida com festa pelos petistas, aos gritos de “olé, olé, olá, Dilma, Dilma” e “o povo decidiu, agora é Dilma presidente do Brasil”, a versão oficial é que a ministra foi ao evento como “militante” do partido.

“Não é nenhum ato de pré-campanha. A ministra veio como filiada do PT. Como militante do PT que vai falar aos jovens do nosso partido”, explicou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Em seu discurso, Dilma adiantou que a estratégia de fazer comparações entre o governo Lula e o governo Fernando Henrique (PSDB) será o mote do governo durante a campanha eleitoral. “Nós não temos problema nenhum com comparação, sabe por quê? Estamos vendo os dados.”

A ministra também classificou o PMDB, partido que tem a maior bancada no Congresso e que é cotado para fazer uma coalizão com o PT nas próximas eleições presidenciais, como “absolutamente confiável”.

Ontem, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), foi reconduzido à presidência do PMDB durante convenção da legenda. Apontado como candidato a vice na chapa encabeçada por Dilma, o nome de Temer encontra resistência dentro do governo e do próprio PMDB.

Enquanto o presidente Lula chegou a pedir que os peemedebistas enviassem uma lista tríplice para que o PT escolhesse qual seria o candidato a vice, alguns diretórios regionais do PMDB (PR, PE, RS, SC e SP) – que defendem candidatura própria do partido ao Planalto –  tentaram impedir a convenção na Justiça.

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