Dilma inaugura estádio de Brasília e rebate críticos

Por Edson Sardinha – congressoemfoco.com.br

A presidenta Dilma Rousseff e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, inauguraram hoje (18), em Brasília, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, palco da abertura da Copa das Confederações e sede de sete jogos da Copa de 2014. Com custo estimado de R$ 1,2 bilhão, a arena foi erguida inteiramente com recursos públicos, do governo do Distrito Federal (GDF). Segundo o GDF, 97% das obras estão concluídas e todo o valor investido na arena multiuso, com capacidade para um público de 71 mil pessoas, será recuperado em dez anos.

 

Após dar o pontapé inicial no centro do gramado, posar para fotos com operários e visitar algumas das instalações do novo estádio, Dilma rebateu as críticas feitas pelos “pessimistas de plantão” à capacidade do país de organizar um evento como a Copa do Mundo. Ela disse não ter dúvidas de que o país vai promover a “melhor Copa de todos os tempos”.

“Há um ano, diziam que nós não construiríamos os estádios, que eles não ficariam prontos. E estamos entregando não qualquer estádio. Mas são estádios sólidos, simples e, ao mesmo tempo, belos”, afirmou. “Este estádio mostra a capacidade que nós brasileiros temos, juntos, de realizarmos aquilo que muitos pessimistas de plantão dizem sempre que nós não somos capazes. Por isso, a gente vai acumulando vitórias”, acrescentou a presidenta.

Para Dilma, a construção do estádio de Brasília confirma que o Brasil está superando o “complexo de vira-lata”, expressão cunhada pelo dramaturgo e cronista esportivo Nelson Rodrigues para definir a falta de auto-estima do brasileiro em relação aos estrangeiros. “Nós temos superado de forma radical essa atitude diante da vida nacional, política, econômica e social”, afirmou. “Nós fazemos o que fazemos com qualidade, o que nos coloca como protagonistas. Não é improviso. É busca de qualidade em cada vez mais alto nível”, acrescentou.

Esse crescimento no grau de exigência é reflexo, segundo ela, da ascensão social de milhões de famílias brasileiras e a consolidação de um dos maiores mercados internos de todo o mundo. “Temos mais de 100 milhões de pessoas na classe C. Se somarmos as classes A, B e C, são 128 milhões de brasileiros”, declarou. Com mais consumidores, o país terá de se preparar para atender a outras demandas da sociedade, que poderão ser contempladas por meio de arenas multiuso, como o estádio de Brasília, afirmou. “Cada vez mais o país quererá mais. Teremos de mostrar nossa capacidade de entreter.”

Dilma defendeu, ainda, a manutenção da homenagem a Mané Garrincha no nome do estádio, cuja retirada chegou a ser dada como certa.  Para ela, poucos atletas sintetizaram, com tamanha genialidade, a capacidade do brasileiro de improvisar e surpreender. “Um gênio na arte do futebol, um grande improvisador”, afirmou. Ela lembrou que, para Nelson Rodrigues, Garrincha encarnava a insurreição do brasileiro contra o “complexo de vira-lata” por causa de sua capacidade de desconcertar os adversários com seus dribles.

O estádio terá sua primeira partida esta tarde. Às 16h, Brasília e Brasiliense se enfrentam na decisão do campeonato candango de 2013. No próximo dia 26, Santos e Flamengo jogam na arena, na abertura do campeonato brasileiro.

Na próxima segunda-feira, Dilma viaja até a região metropolitana do Recife para dar o pontapé inicial no estádio de Pernambuco, o último palco da Copa das Confederações a ser inaugurado. O evento, que reúne seleções campeãs mundiais como Espanha, Itália e Uruguai, começa no próximo dia 15. Realizado sempre um ano antes do mundial, serve de teste para a organização do país-sede da Copa do Mundo.

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