Dilma enfrenta protestos em evento no Rio de Janeiro

Durante um evento do programa Minha Casa, Minha Vida realizado em Triagem, Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 6, a presidente Dilma Rousseff teve o discurso interrompido várias vezes por estudantes que reivindicavam mais investimentos para a Educação.

O evento, que seria uma festa do primeiro dia de campanha eleitoral, foi marcado por tumulto e constrangimento no palanque. Seguranças do evento rasgaram os cartazes e atiraram no chão os celulares dos estudantes que tentavam filmar o protesto. Os agentes também impediram os jornalistas de deixar a área reservada à imprensa para chegar mais próximo ao tumulto.

Em apoio à presidente, o prefeito Eduardo Paes tentou puxar o coro “ole, ole, olá, Dilma, Dilma” para a plateia, formada em sua maioria pelos beneficiados do programa e integrantes de programas sociais da prefeitura. O prefeito evitou o discurso para não confundir com campanha eleitoral, já que o Tribunal Regional Eleitoral (RJ) autorizou sua presença no palanque, mas o proibiu de pedir votos. O evento foi acompanhado por dois fiscais do Tribunal.

Constrangida, Dilma quase parou o discurso, mas decidiu aumentar o tom de voz. A presidente também teceu elogios a Paes e a Cabral pela parceria entre os governos federal, estadual e municipal. “A palavra chave é parceria. É a união de esforços para realizar mais e melhor. E aqui estamos realizando mais e melhor com a parceria de Cabral e Eduardo Paes”, disse Dilma.

Além do protesto dos estudantes, Dilma também enfrentou a manifestação de servidores de hospitais federais em greve, na entrada do Hospital Miguel Couto, onde participou da inauguração da Coordenação de Emergência Regional. Aos gritos de “Saúde na rua, Dilma a culpa é sua!” os servidores protestavam contra o que chamam de privatização da saúde pública.

Uma das manifestantes, Regina Maria Loroza, auxiliar de enfermagem do Hospital de Ipanema, disse que não pode se aposentar, pois metade de seus rendimentos é composta por gratificações. Com isso, caso se aposente, passaria a receber R$ 1.800.

Dilma entrou de carro pela lateral do hospital, acompanhada de Eduardo Paes e do senador Marcelo Crivella. Os três subiram de escada, pois o elevador em que entraram não funcionou.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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