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Dilma defende ingresso da Palestina nas Nações Unidas

Em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, 21, a presidente Dilma Rousseff, primeira mulher a abrir os trabalhos da Assembleia Geral em Nova York, saudou o ingresso do Sudão do Sul e clamou por uma cadeira para a Palestina na organização.

Ignorando o desconforto que o apoio explícito à Palestina cria entre norte-americanos e israelenses e reforçando a posição de líder internacional que o Brasil tanto almeja, a presidente disse  acreditar que é chegado o momento de a Palestina ser membro pleno da ONU.

“O Brasil defende o reconhecimento do Estado palestino e a autodeterminação do seu povo. Apenas uma palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel. Venho de um país no qual descendentes de árabes e judeus convivem em harmonia”, disse a presidente.

O discurso de Dilma tratou ainda da crise econômica, da participação cada vez maior das mulheres na política, da luta contra as violações aos direitos humanos e da necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU. “As Nações Unidas precisam de um Conselho que reflita a realidade contemporânea, com uma participação maior dos países em desenvolvimento. O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades”, declarou a presidente.

Obama: ‘não há atalho para a paz’

Presidente palestino Mahmoud Abbas escuta pronunciamento do presidente Obama sobre o apelo palestino pelo reconhecimento como Estado na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, 21 (Reprodução/ New York Times) 

O presidente norte-americano Barack Obama também afirmou defender a criação de um Estado palestino em seu discurso no plenário da ONU, mas acrescentou que “não há atalhos para a paz”, e que ela só será conquistada por meio de negociações entre os próprios israelenses e palestinos. “Se fosse fácil a paz já teria sido realizada (…) Como no Sudão do Sul, as negociações entre as partes são o caminho para um Estado palestino”.

Obama salientou que os Estados Unidos apoiam o reconhecimento da Palestina e tem investido esforços para atingir este objetivo, mas lembrou também que os norte-americanos mantêm um “compromisso inabalável” com a segurança de Israel.

“Sejamos honestos”, disse o presidente. “Israel está cercado por vizinhos que têm travado guerras repetidas contra seu território. Crianças israelenses crescem sabendo que em outros países da região outras crianças são ensinadas a odiá-las. Cada lado tem de aprender a se colocar no lugar do outro. Isso é o que devemos assegurar e promover”.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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