Saúde  

Diagnóstico precoce do câncer de mama

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte da doença entre as mulheres.

Neste mês, o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) se pronunciou sobre o estudo americano que causou polêmica entre a comunidade médica quando questionou a periodicidade e a faixa etária ideal para os exames de mamografia. Para garantir que as mulheres de todas as faixas etárias estejam atentas aos cuidados com a saúde, o CBR reforçou a importância da realização da mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, como vem sendo recomendado, e refutando os critérios que, segundo a instituição, subestimam do potencial da mamografia em salvar vidas.

No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte da doença entre as mulheres. Segundo o Instituto nacional do Câncer (INCA), são esperados 49.400 novos casos em 2010, com risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres. Já no mundo todo, os índices de câncer de mama duplicaram nos últimos 30 anos, o que reitera a importância da prevenção pelo auto-exame e pela mamografia.

É claro que cada método de diagnóstico por imagem das mamas apresenta suas limitações, mas é inegável que a detecção precoce do câncer de mama pode salvar muitas vidas e que a mamografia ainda é o método de escolha, estando cada vez mais accessível a população. “Vale lembrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) paga uma mamografia bilateral de rastreamento por ano em mulheres de 35 a 110 anos (portaria 1.183)”, diz Dra Verônica Castello Branco, radiologista, supervisora do serviço de mamografia da DASA e membro do Colégio Brasileiro de Radiologia.

Encerrando de vez a polêmica, o CBR faz recomendações específicas para cada grupo, entre elas, a realização da mamografia anual para mulheres a partir de 40 anos, assim como o auto-exame mensal e exame clínico (no consultório médico) todos os anos.

Entendendo o estudo americano:

Os argumentos do estudo publicado pelo instituto americano United States Preventive Task Force (USPSTF) giram principalmente em torno de questões financeiras, questionando o alto número de mamografias falso-positivas que levariam a biópsias desnecessárias. E, também, pelo fato de serem pequenos os benefícios em termos de melhora na sobrevida das pacientes entre 40 e 49 anos e por não existirem dados que comprovem a redução da mortalidade em pacientes submetidas periodicamente ao auto-exame e ao exame clínico.

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