Saúde  

Descobridor da estrutura do DNA diz que autismo é o preço da inteligência

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Guerras e tamanho de populações influíram no comportamento humano. Em sua nova teoria sobre a genética da inteligência, o codescobridor da estrutura do DNA, o pai da biologia molecular, James Watson, diz que os genes que dariam habilidades intelectuais elevadas são os mesmos que facilitariam o aparecimento de doenças como o autismo e a esquizofrenia.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado está desenvolvendo uma pesquisa com a mesma hipótese. O biólogo, de 81 anos, diz queo estudo é “muito especulativo” e que não pode provar. “Mas a inteligência é rara, porque casais inteligentes têm probabilidade mais alta de terem filhos com problemas e esses genes tendem a ser eliminados pela seleção natural.”

O cientista apresentou esta teoria no 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa.

Quantidade de genes caracteriza autismo

A base genética do autismo pode ter começado a ficar um pouco mais clara. Cientistas localizaram certos tipos de anormalidades nos genes que são raramente encontradas em indivíduos com o transtorno. São segmentos de DNA totalmente ausentes do genoma ou o mesmo segmento repetido várias vezes, o que é conhecido pelos geneticistas como “variações do número de cópia”.

“Nós sabíamos que a genética estava envolvida com os estudos de gêmeos e de famílias, mas a maioria deles se focou em variações comuns de poucos genes”, explicou o autor da pesquisa, Stephen Scherer. “Nós encontramos dezenas, senão centenas de genes envolvidos e cada família da doença deve ter sua forma genética própria. As variações são bastante raras”, acrescentou o cientista.

De acordo com Andy Shih, vice-presidente de assuntos científicos da “Autism Speaks”, que ajudou na pesquisa, a descoberta valida a hipótese de que o autismo, em vez de ter somente um ou dois fatores genéticos de risco, tem centenas. Também pode-se observar que esses fatores são identificados, normalmente, por essas inserções repentinas na cópia do genoma, chamadas variantes do número de cópia.

A pesquisa consistiu na comparação de genomas de aproximadamente mil pessoas com autismo e cerca de 1.300 saudáveis.

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