Demóstenes promete recorrer ao STF contra cassação

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

Cassado no início da tarde desta quarta-feira (11) por quebra de decoro parlamentar,o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) prometeu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para recuperar o mandato. Usando sua conta no Twitter, ele afirmou a esquerda tirou o seu mandato, “mas não a coragem”. Para ele, o que houve foi “um massacre”.

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Após a sessão que resultou na sua cassação, Demóstenes saiu do plenário acompanhado de assessores e de seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Ele logo entrou no seu carro e não fez qualquer comentário sobre a decisão do plenário. Horas depois, ao mesmo tempo em que o relator do processo no Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE), falava sobre o assunto, disse que “não seria calado”.

“Os motivos são suficientes: fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebrado o decoro”, disse, referindo-se ao possível recurso ao STF. Durante o processo no Conselho de Ética, a defesa de Demóstenes pediu a realização de uma perícia nos áudios da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Também questionou os prazos concedidos pelo órgão para a apresentação dos seus argumentos.

Também usando o Twitter, Costa disse que o colega cassado não foi vítima de acusação leviana nem de armação política. “Fizemos um trabalho cuidadoso. Agora, caberá a Justiça analisar o caso”, afirmou. O petista ressaltou que o ex-senador tinha um “discurso de austeridade, mas relações promíscuas”. “Não havia como inocentá-lo politicamente. Garantimos a Demóstenes Torres o amplo direito de defesa, não houve pré-julgamento”, completou.

Ao ler as declarações do petista, Demóstenes reagiu. Perguntou onde estão as provas das “relações promíscuas” e aproveitou para atacar: “São as mesmas que o sr. sofreu no escândalo dos sanguessugas?”. A citação é uma referência ao esquema para desviar dinheiro do Ministério da Saúde destinado a compra de ambulâncias. Costa foi titular da pasta durante um período da existência do esquema.

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