DEM quer imagens do circuito interno de TV da Casa Civil

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), protocolou nesta quinta-feira (13) um requerimento solicitando à Presidência da República as imagens do circuito interno de segurança da Casa Civil. O objetivo do partido é saber se a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira realmente teve uma reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Enquanto Lina confirma, Dilma diz que o encontro nunca aconteceu.
Além disso, os democratas querem também as panilhas com o registros de todos os veículos que entraram nas garagens do Palácio do Planalto. Inicialmente, o pedido requer as imagens do mês de dezembro do ano passado. Entretanto, como a ex-secretária não precisou a data do encontro, o DEM estuda ampliar o período para novembro também.
Protocolado hoje, o requerimento será encaminhado pela Secretaria Geral da Mesa da Câmara nos próximos dias ao Planalto, que teria 30 dias para responder.
“Queremos saber também se Dilma tem uma agenda em off, que marque os encontros não oficiais”, disse Caiado. De acordo com o líder do DEM, Dilma tem um currículo que “não condiz com a verdade”. Ele aponta como razões a baixa execução das obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e o fato de o site da Casa Civil informar, até recentemente, que ela tinha doutorado pela Universidade de Campinas (Unicamp). Após desmentido da universidade, a ministra admitiu que não concluiu o curso.

Ele acrescenta que, até o momento, não existe qualquer prova que a ex-secretária tenha mentido em qualquer momento da sua vida pública. “Não tem nada que ponha em dúvida a versão da ex-secretária. Mas queremos saber se o encontro realmente ocorreu”, afirmou.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Lina disse que a ministra pediu para que fosse concluída rapidamente a auditoria que a Receita fazia nos negócios da família Sarney. Dois dias depois, a ex-secretária acrescentou que entrou pela garagem do Planalto sem identificação porque o encontro era sigiloso. Dilma a desafiou, dizendo que “a gente não afirma, a gente prova”.

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