Definir o que é uma deficiência é complicado

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A deficiência – marcada por um dia internacional de ação, 3 de dezembro – pode significar ser cego, surdo ou confinado a uma cadeira de rodas. Mas muito mais pessoas deficientes têm condições crônicas tais como dor na parte inferior da coluna (a maior causa mundial de anos vividos com deficiência). As leis trabalhistas americanas também contam como deficiência a pressão alta e a asma.

Medir a dor e o sofrimento é difícil. Mais de 1 bilhão de pessoas – uma a cada sete – têm algum tipo de deficiência, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mas isso pode ser um dado otimista demais. A Agência de Censo dos EUA, que vem levantando dados sobre deficientes desde 1830, encontrou 57 milhões deles em uma pesquisa de condições econômicas em 2012. Tal número representa quase 20% da população, cuja metade afirmou que sua deficiência era grave. Uma pesquisa domiciliar nacional identificou meros 22 milhões, enquanto uma pesquisa da área de saúde listou 62 milhões. O censo de 2006 da Irlanda verificou uma taxa de deficiência de 9,3%. O de 2011 também fez perguntas relacionadas à dor e a problemas respiratórios e o total foi 40% maior.

As definições mudam ao longo do tempo: a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiências considera a deficiência um “conceito em evolução”. No EUA “imbecis” e “defeituosos” eram segregados e esterilizados até os anos 60. Alguns consideram a dislexia uma deficiência.

Outros, inclusive vários com essas condições, contestam com vigor o que consideram um rótulo negativo. Isso torna difícil decidir a fronteira a partir da qual uma deficiência ou sofrimento merece reconhecimento ou tratamento especial.

Fontes: The Economist-Who counts?

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