Cunha confirma ter marcado reunião entre Funaro e Moreira Franco

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Nesta segunda-feira,  o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) prestou depoimento à Justiça Federal em Brasília. Ele é réu por supostos desvios na Caixa Econômica Federal.

Apesar de confirmar que marcou um encontro, em 2010, entre o operador Lúcio Funaro e o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral ), na época vice-presidente da Caixa, Cunha nega ter recebido propina por realizar esta intermediação. Funaro havia delatado que Cunha recebeu propina pelo agendamento do encontro.

De acordo com Funaro, a reunião era para tratar de assuntos de interesse do grupo Bertin. Cunha alega que não estava presente e que não sabe o que foi conversado. O ex-presidente da Câmara confirmou que recebeu doações oficiais do grupo na campanha de 2010, mas que elas não tinham relação com negócios da Caixa ou com o agendamento da reunião.

Segundo Cunha, Funaro também mentiu ao dizer que esteve presente com Michel Temer (na época, vice-presidente) nas três ocasiões em que mencionou em seus depoimentos (culto evangélico, comício em Uberaba e na base aérea de São Paulo).

Cunha disse que a última vez em que esteve com Funaro foi em 7 de novembro de 2015, quase um mês antes de a Polícia Federal fazer uma busca e apreensão na casa do operador.

O ex-presidente da Câmara também negou ter recebido dinheiro de Joesley Batista para não fazer delação. Segundo Cunha, esta suposta compra de silêncio foi “forjada para derrubar o mandato do presidente Michel Temer”. A primeira referência a compra de silêncio ocorreu com a divulgação do áudio de uma conversa entre Temer e Joesley no Palácio do Jaburu. O encontro ocorreu em 7 de março. Em seu acordo de colaboração, Joesley afirmou ter comprado o silêncio de Cunha e Funaro. Isso acabou gerando uma investigação e uma denúncia contra Temer pelo procurador-geral da Justiça Rodrigo Janot.

Atualmente, Cunha e Funaro estão presos na Papuda, em Brasília. O ex-presidente da Câmara disse que vai rebater a delação de Funaro, fechada em setembro com a Procuradoria-Geral da República. Além disso, Cunha disse que não vai responder às perguntas da defesa do delator.

Fonte: Opinião&Notícia

 

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