Corrupção parece ter tomado conta de setores do PT, diz Marina Silva

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Do Congresso em Foco
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MarinaEm entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a ex-candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) afirma que o PT abandonou a política e que a corrupção parece “ter tomado conta de setores importantes do partido”.

Segundo Marina Silva, “é evidente que a presidente, seu governo e os partidos que a apoiam terão muita dificuldade de sair do beco em que se meteram”. “O principal problema é que governo e o PT abandonaram a política como forma de negociar, dialogar, mobilizar e propor um projeto para o país. Não há um plano, e as dificuldades não são referentes à execução de um projeto”, analisou a ex-presidenciável.

“As crises são encaradas apenas como circunstâncias e momentos desfavoráveis que podem ser superados por estratégias de marketing, com o objetivo de recuperar a “imagem”, os índices de avaliação positiva nas pesquisas e a ‘governabilidade’. Isto é, as condições de se manter no poder”, complementou.

Ainda para Marina Silva, hoje o PT vive uma tentativa de manter-se no poder a qualquer custo. “A permanência no poder a qualquer custo aprofunda a cultura do patrimonialismo, que retalha o Estado, suas instituições e orçamentos em feudos partidários, grupais ou até mesmo pessoais. A negociação, nesses termos, dissolveu o sentido público que ela poderia ter. Insistindo nesse sistema, qualquer ação do governo para sair da crise só faz aprofundá-la”.

Na entrevista publicada na Folha desde domingo (22), a ex-presidenciável declara que os episódios de corrupção revelados durante a Operação Lava Jato não chegam a surpreender. “Eu me surpreendi em 2005, na denúncia do mensalão. Agora, não temos mais o direito de estar surpresos. E, assim como a corrupção é inaceitável, também é inaceitável a ideia de que a “causa” justifica o uso de meios ilícitos”, analisa.

“Essa idéia (corrupção) parece ter tomado conta de setores importantes do partido. Em muitos momentos, lideranças relevantes tentaram justificar a corrupção como parte intrínseca da luta pelo poder, quase se vangloriando de não ter usado a propina para enriquecimento individual”, aponta.

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