Corregedoria da Câmara notifica Jair Bolsonaro

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

A Corregedoria da Câmara notificou nesta quarta-feira (6), por volta das 11h, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre as quatro representações que tramitam contra ele no órgão. Ele é acusado de racismo e homofobia por conta de declarações dadas ao programa CQC, da TV Bandeirantes, em 28 de março. A partir de agora, ele tem cinco dias úteis para apresentar defesa.

Ontem, assessores da Corregedoria não conseguiram encontrar o deputado. As representações foram protocoladas pelos deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Casa e pelo ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Carlos Alberto Júnior.

Pelo menos outras duas representações devem chegar ao órgão. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), recebeu pedidos de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar da procuradora feminina da Casa, Elcione Barbalho (PMDB-PA) e da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

Após a apresentação da defesa, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), terá a missão de elaborar um relatório sobre o caso. Eduardo da Fonte tem 45 dias para apresentar sua posição. Depois, o parecer será encaminhado à Mesa Diretora. Os integrantes votam e, depois, encaminham o processo para o Conselho de Ética. “A missão da Corregedoria é instruir o processo”, afirmou o corregedor.

No quadro “O povo quer saber”, o deputado foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como agiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro.

Na quinta-feira (21), o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PDT-BA), negou o pedido de autoconvocação de Bolsonaro para prestar esclarecimentos. Segundo o presidente do conselho, o pedido foi negado por conta de uma questão formal. Para ser aberta uma investigação ou para haver um depoimento, é preciso que a Mesa Diretora, o corregedor da Casa ou um partido político apresente o requerimento.

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