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Conheça os nomes mais cotados para assumir o papado

As reuniões da pré-conclave seguem, enquanto a Capela Sistina permanece fechada à visitação de turistas. Obedecendo a lei do silêncio, os Cardeais não revelam à imprensa suas preferências para o próximo papado.

Contudo, uma sólida lista circula pela mídia com os principais nomes cogitados para assumir o lugar deixado pelo Papa Emérito, Joseph Ratzinger. Confira abaixo a lista com os nomes mais cotados.

Cardeal Marc Ouellet, 68, Canadá: Chefe da Congregação de Bispos e presidente da  Pontifícia Comissão para a América Latina, Oullet ocupa dois postos que poderiam decidir a seu favor. Por ser canadense, o cardeal representaria uma pequena mudança no Vaticano, que predominantemente decide por papas europeus (principalmente italianos).

Cardeal Marc Ouellet, do Canadá

Cardeal Peter Turkson, 64, Gana: Turkson tem sido o nome mais cotado desde que as especulações sobre o futuro papa começaram. Se escolhido, ele será o primeiro papa africano desde o ano 456. A Igreja Católica vem abraçando a ideia de voltar a atenção para áreas em desenvolvimento, como a África. Mas, apesar de Turkson representar uma mudança geográfica na escolha, por ser extremamente conservador ele não representa uma mudança ideológica. Além disso, o fato de ter uma postura radical contra a homossexualidade e ser acusado de acobertar a pedofilia pesam contra sua escolha.

Cardeal Peter Turkson, de Gana

Cardeal Angelo Scola, 71, Itália: Papas italianos são a escolha favorita dos cardais. O National Catholic Reporter descreve Scola, Arcebipo de Milão, como “um Ratzinger com um toque popular”. Ele também vem se esforçando em criar um diálogo entre o islamismo e o cristianismo. Scola representa uma linha de raciocínio similar a de Joseph Ratzinger, porém, com mais carisma e vontade de mudança.

 

O italiano Angelo Scola

Cardeal Leonardo Sandri, 69, Argentina: Ele é bastante jovem e um excelente administrador. Apesar de ser da América Latina, ele tem descendência italiana e experiência no Vaticano. Sandri também é um candidato que preencheria a lacuna entre a Igreja e a distribuição católica pelo mundo. A América Latina é o lar de 40% da população católica, mas apenas 16 dos 115 cardeais responsáveis pela escolha do papa são provenientes da região.

O cardeal argentino Leonardo Sandri

Cardeal, Angelo Bagnasco, 69, Itália: Arcebispo de Genova e chefe da Conferência Episcopal italiana, Bagnasco também é um nome conservador e italiano. Em 2012, Bagnasco chamou Silvio Berlusconi de “triste e vazio”.

O cardeal italiano Angelo Bagnasco

Gianfranco Ravasi, 70, Itália: Ravasi é carismático, inteligente, e cita Kafka e Amy Winehouse com uma super irreverente hashtag no Twitter. Ele é italiano, o que agrada o Vaticano. Desde 2007, ele ocupa o cargo de ministro da Cultura do Vaticano. Porém, Ravasi não possui experiência pastoral e é aparentemente mais moderado que Joseph Ratzinger.

Gianfranco Ravasi, cardeal italiano

Odilo Scherer, 63, Brasil: Além de ser Arcebispo de São Paulo, o que lhe concede experiência pastoral, Scherer também fez parte da Congregação de Bispos do Vaticano. O Brasil é o país de maior população católica do mundo e Scherer é considerado por muitos o principal nome latino entre os cardeais. Ao contrário de Ratzinger, Scherer apoia a justiça social e a libertação teológica da América Latina, o que faz com que seja considerado liberal demais por algumas alas da Igreja.

O único brasileiro entre os favoritos, cardeal Odilo Scherer

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