Saúde  

Como viver para sempre

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timthumA velhice também é um dos maiores fatores de risco para muitas doenças comuns, como câncer e doença cardíaca. Enfrentar o envelhecimento, portanto, é visto como uma maneira de combater muitas doenças de uma vez só. Essa é a motivação por trás da startup antienvelhecimento do Google, a Calico, fundada no ano passado e presidida por Art Levinson, ex-presidente do Genentech, uma pioneira do setor de biotecnologia.

Craig Venter, geneticista que foi fundamental no sequenciamento do genoma humano, criou uma empresa similar há alguns meses. O objetivo primário desse e outros empreendimentos não é necessariamente expandir a duração da vida humana, mas sim a duração da sua saúde, ou o número de anos vividos com saúde plena.

Essas empreitadas mais novas e muitas pesquisas antienvelhecimento ao longo da década passada se concentraram nos genes. As chances de uma pessoa viver até os 80 estão baseadas sobretudo em condutas – não fumar, comer bem e se exercitar – mas as chances de viver além disso se baseiam em grande parte na genética.

De modo que os cientistas estão procurando por “genes protetores” que desacelerem o declínio celular e proteja as pessoas contra doenças. Se os pesquisadores os encontraram espera-se que empresas farmacêuticas possam criar remédios que imitem os seus efeitos em pessoas que do contrário tenderiam a ter durações de vida normais.

Outros acham que para ir além, o corpo tem que ser tratado como uma máquina que precisa de manutenção frequente e peças substitutas. A medicina regenerativa oferece alguma esperança nesse sentido. Os cientistas estão usando células tronco para criar tecidos e órgãos substitutos humanos.

Em teoria uma pessoa poderia comprar partes novas, contanto que o cérebro permaneça intacto. Os cientistas falam até mesmo de tratar doenças que atingem o cérebro, como os males de Parkinson e Alzheimer, com células nervosas substitutas.

 

 

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