Saúde  

Como conviver bem com a psoríase

Por Melissa Rocha – opiniaoenoticia.com.br

No dia 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Psoríase. A doença é uma inflamação dermatológica crônica caracterizada pela formação de placas escamosas e vermelhas na pele que secam e descamam.

A psoríase é uma doença hereditária que pode ser desencadeada por fatores emocionais. Situações de estresse contribuem para o aparecimento das placas. A doença não é contagiosa, logo, não é preciso evitar o contato físico com os portadores.

Segundo dados da Organização Mundial Saúde (OMS), a psoríase afeta cerca de 1% a 2% da população mundial e não tem cura, mas pode ser controlada através de tratamentos. A maioria das pessoas afetadas pela doença está na faixa entre 20 e 40 anos, embora em alguns casos os sintomas se manifestem ainda na infância.

A doença se manifesta de várias formas, sendo mais comum o aparecimento de manchas no cotovelo, couro cabeludo e joelhos. A psoríase também pode afetar as articulações, causando artrite psoriática, que gera inchaço e pode prejudicar os movimentos e causar deformações.

Ricardo Romiti, médico responsável pelo ambulatório de psoríase do Hospital das Clínicas da USP, esclarece que a doença pode ter vários estágios, desde pequenas placas espalhadas até casos em que o portador tem 90% do corpo afetado.

Porém, Romiti ressalta que atualmente existem tratamentos bastante eficazes para o controle da doença. “Banhos de luz, pomadas e comprimidos geralmente são os mais indicados. Em alguns casos o portador pode recorrer a injeções, mas somente em casos mais graves da doença, com indicação médica”, diz o médico.

Romiti explica que o mesmo processo inflamatório que causa a psoríase pode afetar outros órgãos, como o coração. “É o que chamamos de síndrome metabólica inflamatória”, diz o médico. O acompanhamento médico e a busca por informações sobre a doença são imprescindíveis para manter a qualidade de vida dos portadores.

Falta de informação e preconceito

A falta de informação faz com que muitos portadores sejam alvo de preconceito em locais públicos, como transportes coletivos, piscinas, escolas, entre outros. Por ser uma doença que afeta a aparência, os portadores podem desenvolver quadro clínico de depressão ou outro tipo de transtorno psicológico. É fundamental evitar o isolamento social e buscar ajuda em grupos de apoio.

Algumas instituições promovem o debate entre os portadores da doença, para oferecer apoio clínico e psicológico. No Rio de Janeiro, o PSORIERJ realiza reuniões no último sábado de cada mês. No encontro, são discutidos assuntos relacionados à doença, médicos prestam esclarecimentos e portadores oferecem relatos pessoais.

Segundo o presidente da associação, Ricardo Sampaio, o acolhimento e orientação são os principais pilares do grupo. “O PSORIERJ foi fundado em 2004 com a ideia de dar assistência aos portadores e informação sobre a psoríase, visando a melhoria na qualidade de vida dos portadores”.

Eventos de esclarecimento sobre a psoríase

Nesta terça-feira, 29, o PSORIERJ realizará eventos para conscientização da psoríase no Rio de Janeiro. Membros da associação e portadores da doença estarão na entrada principal do mercadão de Madureira, das 10h às 16h, distribuindo panfletos com informações sobre a doença. No próximo dia três de novembro, a associação fará um evento no Nova América a partir das 12h30.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também está realizando uma campanha de conscientização sobre a doença chamada Psoríase Tem Tratamento. No site é possível encontrar informações sobre datas e locais dos eventos. “É importante lembrar que são eventos de esclarecimento sobre a psoríase. O paciente receberá informações sobre a doença e sobre tratamentos”, diz Romiti.

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