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Como atuam as gangues na Alemanha

A criminalidade vem diminuindo há muito na Alemanha, bem como na maior parte da Europa. Nos dois últimos anos a Alemanha registrou menos de 6 milhões de crimes. Mas esses números escondem tendências contrárias. Primeiro, o norte sofre mais do que o sul. A média alemã é de sete crimes por 100.000 pessoas, mas é de 14 em Berlim e próxima a 5 na Bavária. A polícia também é melhor em solucionar crimes no sul.

A segunda tendência é um aumento pronunciado em crimes de propriedade específicos. Uma categoria com alto  crescimento é a batida de carteiras. Em Berlim, no ano passado, roubos envolvendo golpes (tais como crianças pedindo ajuda enquanto um cúmplice age) aumentaram 39%. E o roubo de casas de famílias, categoria que aumenta desde 2006, aumentou em 32%, afetando 1 a cada 76 casas.

O novo fator, afirma Christian Pfeiffer, diretor de Pesquisa Criminológica no Instituto da Baixa Saxônia em Hanover, é a expansão para o leste da União Europeia, com diretos completos de mobilidade. Oito países foram incorporados em 2004, além da Bulgária e Romênia em 2007. Esses, em particular, têm grupos de crime organizado sofisticados, com redes de treinamento e recrutamento que operam nos países ricos da UE mais próximos, Alemanha e Áustria. Dos suspeitos nos casos de roubo com uso de golpes em Berlim no ano passado, 75% não eram alemães e 31% vinham da Romênia. (apenas 24% dos suspeitos de todos os casos de crime na Alemanha são estrangeiros).

Esses grupos do leste têm contatos locais e escolhem os seus alvos, especialmente ao longo de rotas de fuga via rodovias ou ferrovias, e daí conseguem agir com profissionalismo, afirma Pfeiffer.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia Tradução: Eduardo Sá

 

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