Collor diz ser discriminado pela mídia “sulista” por ser “nordestino”

Redação Portal IMPRENSA

Em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no programa “Conversa de Botequim”, o senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) acusou suposta perseguição da imprensa do sul do país atualmente e quando à frente da Presidência da República, sobretudo, por ser “nordestino”, e voltou a acusar o jornalista Hugo Marques, da IstoÉ, de ter errado na apuração de matérias em que é citado.

“Acho que esta foi a condição decisiva [ser nordestino]. Mas houve excessos, até hoje”, citou o senador rememorando a agressão verbal contra Marques, revelada pelo Portal IMPRENSA no final de julho. “Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta”, ameaçou o ex-presidente em telefonema ao jornalista.

Segundo Collor, ele vociferou contra Marques pois teve acesso, “numa hora errada”, à matéria da IstoÉ que tratava do pedido de impugnação a sua candidatura ao governo de Alagoas.

“Eu não tenho o hábito de comprar/ler nenhuma revista. Como ela sai na quinta ou sexta-feira, um amigo me mostrou o teor: numa hora errada. Eu fiquei muito zangado e liguei imediatamente para o jornalista, externando a raiva que estava sentindo. Ele extraiu só a parte feia, deveria ter colocado a gravação inteira”, declarou o candidato, segundo informa o site do jornal Correio do Povo de Alagoas.

O senador reafirmou que o jornalista da IstoÉ falhou na apuração dos fatos ao indicar que ele não poderia concorrer ao cargo de governador. “O erro foi o de apuração. Quem disse a ele que não tenho as minhas certidões em dia? Eu estava com elas na minha frente. Na época, eu estava disposto a mandar para a revista, mesmo sabendo que elas não seriam publicadas”, explicou.

Citando sua atuação como jornalista, Collor afirmou conhecer todas as “manhas” e que adotará uma nova estratégia no relacionamento com a imprensa: “eles escrevem o que querem e eu respondo do jeito que quero”.

O ex-presidente acusou, ainda, a revista Veja de ter oferecido entrevista com um de seus ministros para que ele informasse fatos que o comprometessem.

“O intermediador da proposta foi o crápula do Luiz Pompeu de Souza, que se diz jornalista e assina a última página da revista há anos. Na época, ele foi escorraçado do gabinete de meu ministro. Não dá para confiar em uma publicação como esta”, afirmou.

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