Collor diz que denúncia contra ele é ‘teatro’ e ‘festim midiático’

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imagesDenunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) classificou o pedido da Procuradoria-Geral da República contra ele como um “teatro”, um “festim midiático”. Em nota divulgada no Facebook por sua assessoria no início da noite, Collor disse que, apesar de ter procurado a PGR para esclarecer as suspeitas que recaem sobre ele, jamais foi ouvido pelos procuradores.

“Por duas vezes, o senador solicitou o depoimento, que foi marcado e, estranhamente, desmarcado às vésperas das datas estabelecidas. Se tivesse havido respeito ao direito de o senador se pronunciar e ter vista dos autos, tudo poderia ter sido esclarecido”, disse a nota, assinada pelo gabinete do petebista.

Collor é acusado de ter recebido R$ 26 milhões de corrupção por contratos na BR Distribuidora, uma das subsidiárias da Petrobras. Pedro Paulo Leoni Ramos, que foi  ministro do ex-presidente, e outros três funcionários do senador também foram denunciados. Caberá aos ministros do Supremo decidir se aceitam a denúncia. Caso o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seja acolhido, eles passarão a responder a ação penal na condição de réus.

Veja a nota divulgada pela assessoria de Collor no Facebook:

Se tivesse havido respeito ao direito, tudo poderia ter sido esclarecido

O senador Fernando Collor reitera sua posição acerca dessa denúncia, que foi construída sob sucessivos lances espetaculosos. Como um teatro, o PGR encarregou-se de selecionar a ordem dos atos para a plateia, sem nenhuma vista pela principal vítima dessa trama, que também não teve direito a falar nos autos. Por duas vezes, o senador solicitou o depoimento, que foi marcado e, estranhamente, desmarcado às vésperas das datas estabelecidas.Se tivesse havido respeito ao direito de o senador se pronunciar e ter vista dos autos, tudo poderia ter sido esclarecido. Fizeram opção pelo festim midiático, em detrimento do direito e das garantias individuais”.

 

Fonte: Congresso em Foco

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