Coisas de Brasil, sil, sil, sil…

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Por Claudio Schamis
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coisas-brasilTirem as crianças da sala, alertem os cardíacos, hipertensos, hipersensíveis, idosos, grávidas, diabéticos, enfim, quer saber, alerta geral!

Acredito que em nenhum outro lugar do mundo aconteçam certos fenômenos não naturais como os que ocorrem na terra brasilis como diria talvez o saudoso Mussum ao se referir à terra brasileira.

Alguém aí então me diz em que país do mundo é necessário se criar uma CPI para investigar outra CPI. É a CPI da CPI. Ou estamos lançando moda verde amarelo? Tirei o branco dessa porque não há como ter paz com esses políticos que temos por ai, se bem que o verde é um caso a se pensar, pois a esperança de tudo melhorar pode esquecer. Ela morreu. A esperança morreu.

Mas, me diz, será que agora toda CPI que for criada precisará de uma segunda CPI para investigar a primeira? E se a segunda não for assim tão correta? Criaremos uma terceira? Uma quarta? Vamos passar os anos, a vida inteira criando CPI´s?

Esse capítulo da CPI para investigar a CPI que investiga a Petrobras parece até piada pastelão. É mais ou menos como se tivessem liberado o gabarito antes da prova.

Era óbvio que o PT iria se manifestar da forma mais canalha possível, tendo como porta-voz o líder do PT, Humberto Costa (PE), dizendo que é “natural” se trocar informações e que tudo isso dessas denúncias são uma “bobajada”.

E é o que temos para hoje. Quer mais?

Já que você pediu, temos mais, sim. E acredito também que em nenhum outro lugar do mundo um condenado pela Justiça, o ex-governador, José Arruda (PR), se as eleições ao governo do Distrito Federal fossem hoje seria eleito, pois ele lidera com 32%.

E além de tudo é debochado ao falar que a lei da Ficha Limpa “é uma leizinha para pegar esse ou aquele”.

Como assim né? Vou acabar achando que tem eleitor que é a típica mulher de malando. Aliás, temos vários espalhados pelo Brasil.

E vou te falar que sina com o nome José. É José Arruda, José Dirceu, José Sarney, José Genoino, José Renan Calheiros – é verdade o primeiro nome de Renan Calheiros é José –, (José) Lula da Silva, (José) Dilma Rousseff, e por aí vai. Acho que caberia até um processo de danos morais aos outros milhares de Josés íntegros que existem por aí na imensidão desse nosso Brasil, sil, sil.

E agora puxando a sardinha aqui para o meu Rio de Janeiro, como assim Anthony Garotinho liderando para ser governador aqui? Oh memória curta!

E o que você me diz se eu te disser que existem pessoas afilhadas do PT que trabalham no Serviço Social da Indústria (Sesi) sem trabalhar? A nora do Lula é uma que ganha R$ 13.500, o Rogério Aurélio Pimentel, ex-assessor de Lula é outro contratado e que deveria estar na sede de São Bernardo do Campo trabalhando, e a esposa do ex-deputado João Paulo Cunha, condenado no processo do mensalão, que foi contratada em 2003 para trabalhar na sede do Sesi em Brasília ganhando R$ 22 mil, mas que está no momento ocupada cuidando da reforma da casa do casal em São Paulo. Fora outros sindicalistas contratados ligados ao PT.

Chega né? Fico só me perguntando uma coisa, será que se tivessem dado outro nome à nossa terra alguma coisa seria diferente? Simpatizo com Japão, Inglaterra, Estados Unidos… Já imaginou ganhar em euro, iene ou em dólar? Falar inglês, japonês! Não custa sonhar né?

E antes que algum petista abra a boca eu sei o caminho do aeroporto tá?

 


Dilma, sempre ela!

A “nossa” presidente, ou melhor, a sua presidente, disse que ainda não será possível precisar o impacto nas tarifas de energia do empréstimo que o governo foi obrigado a fazer para garantir luz para todos. Que, aliás, deveria ser outra meta do governo, pois em pleno século XXI ainda temos pessoas que vivem sem luz. Ou só com a luz do dia, se é que isso ajuda em alguma coisa no funcionamento de uma geladeira.

Mas eu não espero outra coisa. Já comecei a fazer uma poupança forçada para conseguir absorver o impacto que,tenho certeza, acontecerá logo depois das eleições. Ela não é louca (em termos) de autorizar um aumento de tarifa com a sua eleição perigando ser decidida no segundo turno e com uma margem bem apertada.

E como não poderia ser diferente Dilma aproveitou a polêmica do aeroporto – volto a falar que o aeroporto de Cláudio não tem nada a ver comigo até porque o meu Claudio é sem acento – para atacar Aécio em vez de dizer o que ela vai fazer de diferente se for eleita.

Só queria que a Dilma aproveitasse então o seu lançado movimento “Dilmão” e falasse alguma que prestasse, mas sei da dificuldade de sair dessa cabeça de vento alguma coisa boa, alguma coisa que fosse possível de se realizar e que, de uma vez por todas, parasse de iludir o povo e a si mesma, pois santo de casa não faz milagre, ainda mais quando a pessoa nem santo é.

E muito cuidado você, eleitor, ao levar em consideração – se bem que eu não levo nada em consideração que ele fale. Ele pra mim é um sem consideração –  mais uma frase de efeito do Lula que disse que essa eleição é um jogo da verdade. Pode até ser um jogo, mas verdade é uma coisa que não apresentaram ao Lula depois de todos esses anos.

Considerações iniciais!

As considerações finais só virão no final e o final é só em outubro, mas vale deixar no ar uma constatação.

As eleições ainda estão completamente indefinidas. Mas, por tudo o que vivemos nesses quase 12 anos de governo petista, era, na minha humilde opinião, para termos um quadro já mais bem definido. Algo o que foi Brasil x Alemanha na Copa. E essa indefinição me assusta e entristece ao mesmo tempo. Constatar que nada do que já aconteceu serviu para provar que precisamos mudar, que precisamos de pessoas sérias, comprometidas. O que falta acontecer para que as pessoas vejam o que é melhor para o nosso país? Qual o medo de mudar?

Acho que já deu né? Agora imagina quem é do Rio de Janeiro e escuta de Lindbergh Farias, um dos (podres) candidatos ao governo de que quer fazer no Rio o que Lula fez no Brasil.

Pensei até ir pro Acre, mas se a Dilma ganhar de nada vai adiantar. Miami minha linda, acho que vou é para aí mesmo.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

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