Saúde  

Cientistas testam bafômetro capaz de diagnosticar malária

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Pesquisadores da Universidade Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos, estão testando um protótipo de bafômetro para diagnosticar a malária, uma das doenças que mais mata crianças no mundo.

O equipamento, que está sendo testado no continente africano, é capaz de identificar odores expelidos por pessoas que estão infectadas pela doença. Segundo os pesquisadores, um desses odores é idêntico ao cheiro natural de pinheiros e coníferas que exalam terpenos, substância cujo odor atrai mosquitos.

Os cientistas apontam que os testes iniciais com o equipamento indicaram um índice razoável de diagnósticos de malária envolvendo crianças. Contudo, eles explicam que o dispositivo ainda precisa ser aprimorado para se tornar uma alternativa aos exames de sangue, principal método para identificar a doença.

Em um teste feito com 35 crianças com febre no Malauí – parte delas com malária –, o resultado foi preciso em 29 pacientes, indicando uma taxa de sucesso de 83%. Contudo, o índice ainda é considerado baixo para o método poder ser usado rotineiramente.

Ainda assim, eles acreditam que o aparelho pode se tornar um meio confiável de diagnóstico precoce e dessa forma ajudar a prevenir mortes. Além disso, eles afirmam que esse método é menos invasivo que os exames de sangue. “Uma nova ferramenta de diagnóstico, baseada na identificação de (substâncias) voláteis associadas com a malária, é algo animador”, afirmou James Logan, professor da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 95 países notificaram a transmissão da doença em 2015, com 214 milhões de casos registrados e 438 mil mortes. A organização alertou que cerca de 3,2 bilhões de pessoas – quase metade da população mundial – correm risco de serem infectadas. Responsável por 88% dos casos e por 90% das mortes, a África é o continente mais afetado pela Malária.

Fonte: Opinião&Notícia

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