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Cia simulou afogamentos em terroristas suspeitos

A América de George W. Bush torturou ainda mais do que se pensava. Após os atentados de 11 de Setembro, agentes da CIA simularam 266 vezes o afogamento de alguns dos mais famosos suspeitos terroristas para obterem confissões forçadas. Esse método de interrogatório é considerado tortura e já foi proibido por Barack Obama.
A denúncia, que ultrapassa em muito as piores suspeitas, começou a correr na blogosfera. Bloggers americanos descobriram que o número não tinha sido apagado de alguns dos memorandos liberados na semana passada por ordem da nova Administração.
Segundo o New York Times, Khalid Sheikh Mohammed, considerado o cabeça dos atentados do 11 de Setembro, foi sujeito a 183 tentativas de afogamento. Abu Zubaydah, operacional da Al-Qaeda, sofreu essa tortura 83 vezes.A revelação deixa mais uma mancha na história recente da polícia secreta americana que é alvo de uma investigação sigilosa pelas suas práticas durante a guerra ao terror.
Michael Hayden, que chefiou a CIA na era Bush, foi contra a divulgação dos relatórios, porque isso mostraria à Al Qaeda “o limite da América nos interrogatórios feitos aos terroristas”.
Apesar dos apelos à justiça das organizações de direitos humanos, Obama recusou a mover açãor judicialmente contra os torturadores. O Presidente visitou ontem a sede da CIA para levantar a moral da organização.
Além da simulação de afogamento, soube-se esta semana que a CIA jogava os suspeitos contra as paredes, mantinha-os de pé durante horas e trancados em em caixas.

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