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Chefe de gabinete de Mantega é exonerado após denúncia de desvio de dinheiro

O governo decidiu nesta sexta-feira, 29, exonerar Marcelo Fiche, ex-chefe de gabinete do ministro da Fazenda Guido Mantega, e Humberto Alencar, adjunto de Fiche. Os dois são suspeitos de receber propina da empresa Partners, que faz assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda.

A denúncia foi feita numa reportagem investigativa da revista Época, que revelou todo o esquema através dasecretária da empresa, Anne Paiva, que tinha como chefe direto Vivaldo Ramos, diretor financeiro da Partners. Por quatro vezes, Anne foi intermediária entre Ramos e Fiche. Ramos depositava na conta da secretária 20 mil reais e pedia para que ela entregasse a soma a Fiche. Depois da quarta vez, Anne disse que não faria mais os repasses.

Depois de ter pedido um acordo de demissão que não foi cumprido, Anne resolveu denunciar o esquema. Os inúmeros documentos comprovam que a empresa fazia um superfaturamento dos salários dos funcionários com dinheiro vindo do Ministério. O acordo assinado pela Fazenda com a Partners previa o pagamento por horas trabalhadas, o que não é comum.

Na prestação de contas de Humberto Alencar, fiscal do contrato do Ministério com a Partners, consta que cada um dos dez jornalistas da Partners trabalhava 13 horas diárias, bem longe das sete horas que de fato trabalhavam. Nos meses seguintes as contas prestadas indicavam que um jornalista chegava a trabalhar 19 horas por dia. O numero fantasioso poderia chamar atenção, então o número de trabalhadores aumentou de 13 para 21, embora esses funcionários nunca tenham existido.

Os novos funcionários que constavam na folha de pagamento nem sabiam que estavam nela. Eram fantasmas. Enquanto Alencar sancionava as prestações fraudulentas da Partners, o diretor Vivaldo Ramos determinava, segundo Anne, o pagamento das propinas.

Dino Sávio, sócio e diretor executivo da Partners, confirmou que a conta da secretária Anne foi usada para transferência de dinheiro, mas negou que o destino dos valores fossem contas de servidores do Ministério. “Era dinheiro para despesas administrativas com a execução do contrato em Brasília”, alega.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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